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Juiz pede que nomeação em Capela em troca de apoio político seja investigada

Denúncia de inelegibilidade levou o magistrado a tomar conhecimento do suposto esquema

 

O juiz eleitoral Carlos Aley Santos de Melo pediu ao Ministério Público Estadual (MPE/AL) e às Polícias Civil e Federal a investigação de supostos atos ilegais praticados pela administração do prefeito de Capela, Eustaquinho Moreira (PSDB), em troca de apoio político. Ele é suspeito de nomear ao menos um cabo eleitoral na estrutura do Executivo com o objetivo de ter apoio político nas eleições de outubro deste ano. Contracheques que comprovariam o crime foram anexados à denúncia.

No começo do mês de setembro, o magistrado realizou uma audiência para ouvir os supostos envolvidos que teriam participação ou conhecimento no acordo político. Entre eles, está o candidato a vereador por Capela, Romualdo Rodrigues Feitosa, que teria sido nomeado como assessor de gabinete do prefeito em novembro de 2015 para fazer parte da base política do gestor.

Rodrigues relatou que nunca trabalhou na prefeitura, apesar ter supostamente recebido salário do município por mais de seis meses em virtude do apoio político. Após o recente rompimento com Eustaquinho, um aliado do prefeito apresentou à Justiça o pedido de impugnação da candidatura pelo fato de o candidato a vereador não "ter desincompatibilização do cargo como versa a legislação eleitoral". 

Diante da denúncia que pedia a impugnação da candidatura do postulante a vereador na cidade de Capela, o juiz tomou conhecimento do suposto esquema e pediu a investigação dos órgãos responsáveis. A polícia tem 30 dias para concluir o inquérito policial e remeter todas as informações ao Ministério Público. 

"(…) No presente caso, o que se observa é que a nomeação de Romualdo Rodrigues, bem como a confecção de contracheques, não passaram de um simular para justificar um pagamento supostamente indevido em uma situação com fundados indícios da ocorrência de improbidade administrativa, bem como falsidade documental e uso destes para fins eleitorais", expôs o juiz.

Ao longo de todo a semana, a reportagem buscou contato com o prefeito e, apesar das diversas solicitações, não obteve retorno. A assessoria do gestor chegou a ser provocada, mas também não enviou respostas sobre os questionamentos. 

 

Gazetaweb

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