Luís Ernesto Mellet: A qualidade do ensino médio avança no estado

Por Luís Ernesto Mellet 

Gestor Governamental da Secretaria de Planejamento de Pernambuco

A avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, aponta que a educação no Brasil não vai bem. Os números relativos ao ensino médio de 2015 frustraram as projeções do Ministério da Educação, o Mec. Na maioria dos estados do Norte e do Sul, os resultados sinalizaram baixo rendimento nas escolas.

O Ideb é o principal indicador de avaliação da qualidade das escolas do ensino fundamental e médio. O monitoramento é feito por meio de dois conceitos principais: a aprovação e o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática. A média no plano nacional de educação para 2015 era de 4,3. Mas, emperrou em 3,7 desde 2011. A meta do Mec é alcançar 6 pontos no indicador até o início da próxima década.

Enquanto a qualidade do ensino patina na maior parte do país, em Pernambuco a educação se assenta em solo firme. O estado saltou da quarta posição para o primeiro lugar no ranking do Ideb. Isso significa dizer que o estudante daqui está aprendendo e passando de ano como nunca. Eles apresentaram proporções adequadas de aprendizado, de leitura e de interpretação de textos até o 5° ano na rede pública. E mais: foi o que teve maior redução de evasão escolar.

O Ideb foi criado em 2007, coincidindo com o primeiro ano de Eduardo Campos à frente do poder executivo de Pernambuco. Naquele momento, as escolas do estado estavam entre as que ocupavam as últimas posições no ranking do ensino no país. Então, o governo passou a investir mais. Durante o período em que Campos esteve no Palácio Campo das Princesas, o orçamento para a educação saltou de pouco mais de R$ 1,6 bilhão para cerca de R$ 4 bilhões. Esse aporte permitiu a instalação de escolas de ensino integral e de cursos técnicos, especialmente pensados de acordo com as vocações produtivas de cada região do estado.

A escola de Pernambuco passou a ser mais atrativa a partir da ação de uma política pública inovadora: o Pacto pela Educação. As salas de aulas receberam equipamentos como computadores e tablets contendo softwares para o aprendizado de várias disciplinas, além de tecnologia educacional de ponta como a robótica associada a conteúdos de matemática e física.

Iniciado nove anos atrás, o trabalho transformador que catapultou a educação em Pernambuco para o topo do ranking nacional, envaidece o povo pernambucano e evidencia a seriedade com que o governador Paulo Câmara vem tratado o assunto. A educação reúne os processos de ensinar e aprender e, também, de ajuste e de adaptação às desigualdades regionais neste estado de geografia delgada e longa.

Paulo Freire costumava dizer que a educação sozinha não transforma a sociedade, mas sem ela tampouco a sociedade muda. A evolução do ensino aqui nos anima a prever dias melhores para Pernambuco, com uma sociedade mais justa e igualitária formada por cidadãos conscientes de seus direitos, deveres e apto a fazer as escolhas certas para o futuro.


Fonte: Diário de Pernambuco

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