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Maioria dos brasileiros não vislumbra novas lideranças na política do País, aponta levantamento

As pessoas não vislumbram novas lideranças que realmente estejam preparadas para deixar uma marca inovadora e positiva na gestão pública. Seja na eleição municipal, ou antevendo a eleição presidencial de 2018, conforme sondagem realizada por estudantes e professores do curso de graduação em Ciências Sociais e do Consumo, da ESPM SP.

“Há uma certa preocupação por aproximadamente metade da amostra não vislumbrar qualquer nome que não dos velhos postulantes a cargos eletivos, nome este que esteja realmente preparado para exercer a Presidência da República em 2018, sendo as mulheres mais otimistas neste quesito (58,1%) que os homens (43,3%)”, ressalta Mário René Schweriner, coordenador do curso de Ciências Sociais e do Consumo. 

Nota-se uma significativa dispersão nos que apontaram seus nomes de preferência: 102 nomes citados, dos quais mais se destacaram: Ciro Gomes (12 menções, mas é um político experiente), Joaquim Barbosa (11), Jair Bolsonaro (10) e Sérgio Moro (9), além de outros 18 nomes de não-políticos mencionados por poucos respondentes. A segunda questão focou as eleições municipais de São Paulo. Instados a apontar qual dos candidatos a prefeito poderia representar uma virada na política e deixar uma marca realmente inovadora e positiva na gestão pública, mais de um terço da amostra (38,3%) respondeu nenhum deles, com preponderância feminina (44,8%).

João Doria aparece como o nome preferido (20,7%) tanto por homens como pelas mulheres, e para os participantes com mais de 22 anos. Já Fernando Haddad, que desponta em segundo lugar (16,5%), tem a preferência dos jovens de até 22 anos (25,1%). Destaque-se o ínfimo percentual de preferência por Celso Russomano (2,2%), até então líder inconteste das pesquisas de opinião em São Paulo.

A terceira indagação da sondagem buscou medir o pulso dos entrevistados quanto ao desalento ou esperança de crescimento de mais de 1% do PIB nos próximos anos. Cerca de 76% das pessoas creem que o PIB alcançará esse índice apenas em 2018 ou com o próximo Presidente, em 2019. Ressalta-se que os homens (23,8%) aparentam bem mais otimismo que as mulheres (8,5%), pois apontaram tal crescimento já para 2017.

O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 19 de setembro, com 415 pessoas, via consulta pela internet. O público foi predominantemente do sexo feminino (60%).  A faixa etária foi dividida em três: até 22 anos (44,1%), de 23 a 39 (25,3%) e mais de 40 anos (30,6%).


Fonte: Diário de Pernambuco

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