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Marco Aurélio Cunha se emociona em retorno ao São Paulo: ‘É uma honra’

Dirigente volta ao Tricolor para ocupar o lugar de Gustavo Vieria na função de diretor-executivo de futebol

Marco Aurélio Cunha foi apresentado neste sábado (10) como novo diretor-executivo de futebol do São Paulo. O dirigente, que substituirá Gustavo Vieira de Oliveira, se emocionou na sua primeira entrevista coletiva ao falar sobre a sua volta ao Tricolor.

Conselheiro do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, que trabalhou no clube do Morumbi entre 2005 e 2011, se licenciou do cargo de coordenador do futebol feminino na CBF para ficar no Tricolor até o fim do ano.

“É uma honra voltar ao meu clube. Aqui foi meu primeiro emprego, por isso voltei. Não voltei por vaidade, necessidade pessoal. Voltei pelo torcedor do São Paulo que pedia isso. Nossos diretores atuais entendiam que era o momento. Agradeço à CBF e ao presidente Marco Polo Del Nero por ter me liberado para ajudar o São Paulo numa fase mais difícil. Não vejo crise como todos colocam. É um momento de dificuldade incomum na história do São Paulo. Me sinto orgulhoso de estar aqui. Quero que cada torcedor saiba que vim por eles. Conto com todos eles no estádio com frequência intensa, especialmente amanhã”, afirmou.


(Foto: Vanessa Rodrigues/Goal Brasil)

“Me licenciei. Não seria liberado. Tenho compromissos com as seleções femininas. A gestão é profissional lá. Realmente está sendo transformada. Faço parte desse corpo. Estou comprometido com as mudanças no futebol, o Tite, enfim, temos muito a crescer. Presidente Marco Polo me chamou, disse do apelo do São Paulo para eu colaborar e que me daria uma licença até o fim do ano para apoiar o clube da minha origem. Por isso agradeci a concessão da CBF”, acrescentou antes de dar sua opinião sobre qual o problema que o Tricolor está passando.

“Precisa render melhor. O diagnóstico não vem à tona facilmente. Quando tem problema de resultado isso acontece. Futebol é vivido de resultados bons e ruins. Problemas são camuflados pelos resultados. Temos de diminuir o índice de erros, ter um time equilibrado e uma equipe que trabalhe coletivamente, abrindo mão do protagonismo individual. São problemas do futebol de qualquer time que tem derrotas. O Internacional também está assim, o Flamengo outro dia… não adianta vir aqui falar palavras de ordem, chutar porta. O jogador quer informação: “Como posso melhorar?”. O jogador é muito inteligente. Quando percebe que há um caminho correto, ele atende. Quando não tem diálogo próximo, a dispersão é natural. A força dispersada é menor”, analisou.

Por fim, Marco Aurélio Cunha falou sobre o papo que já teve com o elenco.

“Não vim aqui para falar o que todos sabem. Cobrar não é a palavra. Não ponho culpa em ninguém. Coloco o que deve ser feito. Hoje, nenhum time importante do futebol consegue ser competitivo sem ser muito intenso. A doação física precisa ser máxima. Para atleta de ponta. Que tenha habilidade e jogue bem. Se não for nesse nível, fica submerso”, finalizou.

Confira outras declarações dadas pelo diretor-executivo:

Planejamento foi mal feito?

“Futebol são ciclos. Jogadores com sucesso são contratados pela Europa. Isso tira da América do Sul os grandes jogadores. Eles vão mesmo. A reposição nem sempre vem como gostaríamos. Tivemos alguns equívocos em termos de formar um time, isso está claro. Basta retomar nível de contratações, menos glamorosas, mais eficientes. Precisamos ser mais competitivos. Mais coletivo, menos protagonista. Precisa ter time mais coeso”, pontua o novo diretor executivo de futebol”.

Baixa venda de ingressos

“Acho razoável. Time não vem bem. Acho que teremos mais de 30 mil pessoas no Morumbi. As outras arenas cheias têm isso. Será um público de uma grande arena. Se fizer mais que isso é extraordinário”.


(Foto: Fernando H. Ahuvia/Goal Brasil)

Oposição política do São Paulo

“É democrática. Tenho diálogo com todos conselheiros. Eu os convoco a dar opiniões. É um diálogo elegante para parar com acusações e ofensas. Espero que diminua na medida certa”.

Como pacificar o clube?

“A minha vinda representa muitos são-paulinos. Os torcedores, que pediam nas ruas e redes sociais. Isso me sensibilizou. Tenho gravado coisas no meu celular que me animam muito. O torcedor voltar comigo, com todos nós. O Conselho tem de ser torcedor do São Paulo. A crítica merece ser dita democraticamente, mas não pode ser invasiva. Não pode invadir a casa. É um vexame quando uma organizada invade sua própria casa. Sempre nos gabamos de não ter esse tipo de episódio, de não sair da Série A. Quando há isso, viramos comuns. A torcida tem de pensar muito. Um ato desse não engrandece, só apequena. Ela não pode colaborar para isso. Acho que não vai mais acontecer. Se entenderem que a coisa tá indo ruim pelo comprometimento, se manifestem adequadamente”.


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Fonte: Goal.com

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