Melhor versão de Messi na seleção da Argentina foi em 2007

Atacante fez grandes jogos quando ainda nem vestia a camisa 10 e tinha poucas responsabilidades

Por volta de setembro de 2011, quando Alejandro Sabella assumiu a seleção argentina, resolveu nomear Lionel Messi como novo capitão. Foi uma maneira de mostrar ao mundo e ao próprio craque do Barcelona que ele deveria se tornar o maior símbolo da equipe, que tinha acabado de fracassar feio na Copa América em casa. Apenas sete jogos depois de assumir a braçadeira, Messi virou o líder indiscutível da equipe. Foi quando ele começou a viver o seu melhor momento na seleção da Argentina.


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O começo das Eliminatórias tinha sido complicado. Houve uma derrota histórica para a Venezuela e um pobre empate com a Bolívia. O panorama rumo à Copa do Mundo de 2014 era obscuro. Mas aos poucos Messi colocou o time nas costas e praticamente sozinho a levou para o Mundial. Foram jogos maravilhosos, em que ele construiu sua melhor participação em uma competição pela Argentina. Porém, um período de quatro anos é muito longo. Alguns jogos são separados por até quatro meses. O que gera uma segunda dúvida: qual foi a melhor participação de Messi em uma competição de tiro curto, como Mundiais e Copas?

Desde que estreou na seleção argentina, em 2005, Messi disputou três Copas do Mundo (2006, 2010 e 2014) e quatro Copas América (2007, 2011, 2015 e 2016). Sua melhor atuação, por incrível que pareça, foi quando ele nem era o 10 da Argentina. Era o camisa 18, na Venezuela, em 2007. Jogava como titular, mas era a terceira referência do time, liderado por Riquelme e com Crespo como responsável pelos gols. Jogou como ponta direita, criou jogadas diagonais e contribuiu muito para a grande campanha do time de Alfio Basile, que fez três ou mais gols em todos jogos até a final. Porém, aquele time sofreu um grande golpe do Brasil na decisão.

Naquela competição, fez jogos, como contra o México, em que se firmou como titular e mostrou que era destinado a fazer grandes coisas. Desde então, talvez porque naquela época não tinha tantas responsabilidades, Messi não teve atuações similares em um período curto de tempo. Na Copa de 2010 não fez gol. Na Copa América de 2011 chegou lesionado. Na Copa no Brasil jogou uma primeira fase brilhante, mas no mata-mata não fez gols e sacrificou seu jogo individual em prol do coletivo. Talvez a Copa América do ano passado, no Chile, poderia ter sido sua grande competição, mas a imagem da final atrapalha. E na Copa América Centenário, ainda que tenha conseguido partidas brilhantes, também esteve bem longe da consagração definitiva.


Fonte: Goal.com

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