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Ministério Público vai apurar caso de militar infiltrado no Tinder

O Ministério Público de São Paulo decidiu apurar a denúncia de que um capitão do Exército teria se infiltrado em um grupo de manifestantes que foram detidos no início deste mês. O órgão, segundo a promotora Luciana Grugiuele, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, deve investigar também um outro caso em que um dos detidos afirma ter sido agredido por policias.

De acordo com a denúncia dos manifestantes, publicada pelos veículos Ponte e El País, o capitão William Pina Botelho teria obtido informações de uma das detidas através de um perfil falso no aplicativo de paquera Tinder, onde teria o nome de Baltazar Nunes. Segundo os manifestantes, o homem, que estava no grupo detido, nunca chegou a ser conduzido à delegacia.

A promotora Luciana Grugiuele afirma que “se houve flagrante preparado, é muito grave, porém que ações de infiltração podem ser legais e as circunstâncias precisam ser apuradas. Em nota enviada à Folha de S. Paulo o Exército informou que o capitão é oficial do Comando Militar do Sudeste, que determinou a abertura de “processo administrativo para apurar os fatos”.

No dia seguinte à prisão do grupo de 18 jovens com idades entre 18 e 28 anos, o juiz Rodrigo Tellini considerou ilegais as detenções. Os manifestantes foram liberados, mas podem ser alvo de investigação da Polícia Civil.


Fonte: Diário de Pernambuco

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