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Nem Sabella, nem Martino: em sua estreia como treinador da Argentina, Bauza foi Bauza

A partida contra o Uruguai mostrou que o ex-treinador do São Paulo quer que a seleção argentina seja protagonista no ataque, e forte na defesa

“Para mim, os jogadores têm dois lados, um ataca e o outro defende. No futebol de hoje precisamos de todos, e quando há um compromisso de todos, as soluções aparecem de uma maneira muito mais fácil”. Em uma única frase da coletiva de imprensa concedida um dia antes de sua estreia como treinador da Argentina, Edgardo Bauza resumiu perfeitamente o que a sua nova equipe iria mostrar no jogo contra o Uruguai, que acabou com a vitória dos hermanos por 1 a 0.

Nem a pressão e a saída rápida para matar no ataque ‘um contra um’ proposto por Alejandro Sabella, ou a procura pela posse no meio-campo e o jogo bem aberto pelos lados de Gerardo Martino. Patón, em seu primeiro confronto pela seleção argentina, foi muito mais pragmático: o time jogou como a partida pedia a cada momento.

Números de Argentina x Uruguai:

De início, como se esperava pelos nomes que iniciaram como titular, a Albiceleste procurou ser protagonista. Com Di Maria pela esquerda, Lionel Messi e Paulo Dybala trocando de posições e Lucas Pratto sempre disposto a se sacrificar para pressionar a saída da defesa e criar oportunidades para o ataque, a Argentina era a senhora absoluta das ações durante todo o primeiro tempo.

Se os 76% de posse de bola da Argentina durante a fase inicial não forem suficientes para mostrar isso, ao rever as estatísticas de passe não ficam dúvidas: enquanto a equipe de Patón deu 313 toques, a Celeste não chegou nem aos 100 (95).

 JUAN MABROMATA/AFP/Getty Images

No entanto, a expulsão de Paulo Dybala desorganizou totalmente o mapa do jogo. Já sem a superioridade no campo rival, a Argentina começou a recuar as suas linhas, deu a posse de bola e mostrou o seu outro lado: o defensivo. Desde a firmeza de Ramiro Funes Mori que é cada vez mais um líder do que nunca na defesa, a equipe se fechou em seu campo e deixou Javier Mascherano como um cão de caça para sair e pressionar a saída de um Uruguai que não sabia muito bem como tratar a bola, e que se sente mais confortável perseguindo a bola ao invés de ter ela nos pés. 

A entrada de Lucas Alario para jogar no meia pela direita foi o sinal mais claro do quão pouco ‘treme o pulso’ de Bauza ao acomodar as peças de acordo com o que ele considera necessário. Uma variante que, certamente, irá valer mais do que uma pergunta. No entanto, como deixou claro na coletiva, não é algo que lhe preocupe: “Eu gostaria de ser catalogado como defensivo, porque assim fui campeão da América com o San Lorenzo”.


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Fonte: Goal.com

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