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O exagero do Fluminense

Tricolor esbravejou contra a arbitragem após a eliminação para o Corinthians na quarta-feira (21), mas sem motivo




ANÁLISE


Logo após a derrota do Fluminense para o Corinthians por 1 a 0, na última quarta-feira (21), que ocasionou a eliminação da equipe carioca da Copa do Brasil, o lado Tricolor disparou muitas críticas contra a arbitragem, associando inclusive a possíveis benefícios para o lado Alvinegro nos últimos três anos.

“No Brasileiro de 2014, gol legítimo do Henrique. No Brasileiro de 2015, gol legítimo de Cícero. Na Copa do Brasil 2016, dois pênaltis. Nos três jogos fizemos boas partidas, mas, infelizmente, fomos prejudicados. Não falo má intenção, falo em pressão. Eles (os juízes) caem na pressão. A gente foi prejudicado nos dois anos anteriores e agora também. Ganhar aqui dentro é quase impossível. Nos três jogos, o Fluminense atuou para ganhar. Teve boas atuações. Quando estava bem no jogo, acabou prejudicado”, disse o zagueiro Gum. 

Mas será que de fato o clube tem motivos para tamanho descontrole?

2016: o adeus da Copa do Brasil

Rodolpho Toski Marques foi o árbitro responsável pela partida e pelos lances que culminaram na revolta tricolor. Mas analisando friamente as reclamações, o Fluminense não tem razão para tal comportamento.

Os três gols foram corretamente anulados [dois de Cícero], enquanto os pênaltis que poderiam ter decidido a partida, foram lances interpretativos, difíceis e que não dá para cravar com unanimidade.

No primeiro choque entre Giovanni Augusto e Cícero, nota-se que o jogador do Flu deixa o corpo esperando o contato. Não houve uma ação de empurrão e sim um contato de ombro com ombro.   

Já na última bola do jogo, Richarlison e Fagner dividiram dentro da área. Até houve o contato físico, mas o jovem atacante claramente já estava caindo.

2015 e 2014 – o transtorno é real

Se as reclamações do Fluminense na última partida foram de um exagero sem tamanho, o mesmo não se pode dizer da lembrança de Gum nos últimos dois anos.

O gol de Cícero em 2015 foi muito mal anulado. O assistente Fabio Pereira cometeu um erro escandaloso em um lance fácil, enquanto em 2014, o clube sofreu com a falha do o auxiliar Albino Andrade Albert Júnior, no gol de Henrique.

Os erros nos últimos anos foram absurdos, isso é certo. Mas justificar a eliminação de agora não é justo. Ainda mais quando se tem outra decisão já no próximo domingo (25), justamente contra o Corinthians em Itaquera.

Lutando por uma vaga no G4, o Tricolor pode colocar uma pressão extra no árbitro que for escalado para este duelo. A reclamação nunca é à toa quando o adversário é associado a possíveis benefícios por parte da arbitragem, ainda mais jogando em casa.



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Fonte: Goal.com

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