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"O pior dia da minha vida foi em La Masia", revela Iniesta

Craque revela seus maiores segredos na sua autobiografia, que será lançada nesta segunda (5)

Andrés Iniesta é um craque, certamente, um dos melhores meio-campistas do mundo nos últimos 30 anos. Extremamente técnico, habilidoso, dono de uma enorme qualidade no passe e de uma visão de jogo privilegiada. Maestro, ele dificilmente perde a posse de bola, mesmo quando marcado por muitos adversários, e parece sempre encontrar um espaço, por menor que seja, para driblar seus rivais ou colocar um companheiro na cara do gol com um passe extraordinário. O meia faz o inesperado e o genial, é um verdadeiro artista.


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E se dentro de campo ele é um craque, fora das quatro linhas, inúmeros acontecimentos provam que ele é uma grande pessoa e tem um comportamento exemplar. Não à toa, a torcida do Espanyol sempre o aplaude, independentemente do que aconteça, quando ele visita o rival catalão. Por tudo isso, a curiosidade para saber mais sobre o jogador, que é muito reservado, é enorme, mas isso parece estar chegando ao fim. Nesta segunda-feira (5), Iniesta vai lançar sua autobiografia, chamada “A jogada da minha vida”, e no livro, o gênio revela muitas coisas interessantes. A Goal Brasil te conta duas passagens da obra:

“O pior dia da minha vida foi em La Masia”

“Sim, parece absurdo, mas é certo. Eu passei o pior dia da minha vida em La Masia (centro conhecido como as categorias de base do Barcelona). Assim o senti na época, e assim o sinto agora, com tanta intensidade que é como se o tempo não tivesse passado. Tive uma sensação de abandono, de perda, como se tivessem tirado algo de dentro de mim. Foi um momento muito duro. Eu queria estar ali, sabia que era o melhor para o meu futuro, mas passei um tempo muito difícil, tive que me separar da minha família e ficar sem vê-los todos os dias, não os ter por perto. É muito duro. Eu escolhi isso, é verdade, mas doeu muito.”

A morte de seu amigo Dani Jarque, zagueiro e capitão do rival Espanyol

“Me lembro de um dia em que os médicos falaram sobre isso. Acreditávamos que tínhamos encontrado um problema e começamos a solucioná-lo, mas, infelizmente, quando estávamos voltando para a casa após a pré-temporada, recebi uma mensagem. Foi um dos meus piores momentos.

(Fotos: Getty Images)

Começava com a medicação e eu estava me sentindo melhor, e então, e então… No último dia vem Puyi e me diz: “eu chamei Iván e ele me disse que Dani está morto”. A única coisa que consegui dizer foi: “é certo? Tem certeza?”. Eu não conseguia acreditar. Dani, meu amigo Dani, estava morto. A notícia congelou meu coração. Os dias seguintes em Barcelona foram terríveis. A partir daí, começou minha queda livre em um lugar desconhecido. Eu vi o abismo, e foi então que disse ao doutor: “não posso mais”.”


Fonte: Goal.com

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