O que se viu do Brasil de Tite nesses dois primeiros jogos?

Competitividade, coletividade, troca de passes e um ambiente agradável: novo treinador chega transfornando a Seleção

Depois de um pouco mais de um mês de espera, Tite encarou uma sequência de dois jogos como novo técnico da Seleção Brasileira. O primeiro contra o Equador, em Quito, o segundo contra a Colômbia, em Manaus.

 


GOAL LEIA MAIS: GOAL
Análise: Brasil 2×1 Colômbia | Análise: Tite transforma a Seleção | Análise: Coutinho precisa ser titular


Dois jogos e duas importantes vitórias que tiraram o Brasil do sexto lugar na tabela de classificação para a vice-liderança das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Acima do que todos esperavam até mesmo de Tite, que em entrevista coletiva após o duelo contra os colombianos confessou que as duas partidas o surpreenderam de forma positiva. 

 


(Foto: Getty Images)

 

“Procuro equilibrar as coisas porque é um peso e uma responsabilidade muito grandes, mas foi sim acima do que eu imaginava. Estou feliz porque o desempenho foi acima do que eu pensava.”

 

Mas do que os seis pontos, além das vitórias a Seleção apresentou um bom futebol, um clima descontraído e tranquilo dentro do grupo. Em campo os jogadores pareciam bem instruídos e com a certeza do que deveriam fazer durante toda a partida.

 


(Foto: Pedro Martins / MoWa Press)

 

O lado esquerdo foi eleito por Tite a principal arma da Seleção Brasileira, com Marcelo, Renato Augusto e Neymar acionados o tempo todo. E Casemiro um verdadeiro leão na proteção da zaga, nas roubadas de bola e na construção dos contra-ataques.

 

(Foto: Getty Images)

 

Um dos pontos mais importantes dos dois primeiros jogos do novo treinador foi reconhecer o que não deu certo e mudar na hora necessária. Foi assim quando Tite resolveu tirar Willian para colocar Phillippe Coutinho, um dos principais jogadores desses dois triunfos. 

 

 

Outro fator importante foi o equilíbrio da equipe que mesmo depois de levar o gol de empate da Colômbia não se assustou e seguiu atrás do resultado.

 

A boa movimentação, a coletividade e a troca de passes foram características que pudemos identificar e que sem dúvida serão pilares dessa nova Seleção Brasileira. 

 

BRASIL X COLÔMBIA:

 

A coletividade, repetimos aqui, foi analisada pelo treinador como fundamental para que o talento individual apareça.

 

“Eles vão saber que sem bola vão ter que trabalhar. O Neymar só vai aparecer se o conjunto der a ele o passe para o último terço do campo. O Marcelo só vai aparecer se o Casemiro der sustentação, o Renato abastecer, o Miranda na bola longa. É pré-requisito para vencer saber sofrer, marcar e competir.”

 

(Foto: Getty Images)

 

Apesar de vários pontos positivos nesse início de trabalho, frear a empolgação é fundamental para toda a comissão técnica que, garante que apesar de tudo, nem mesmo um jeito de jogar ainda foi definido pelo comandante.

 

A certeza que fica é que o Brasil voltou a ser uma Seleção competitiva, que toca a bola, que busca as triangulações, que tem talento individual e a simpatia da imprensa e o apoio do torcedor. 


Fonte: Goal.com

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook