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"Pep é um covarde, Mourinho é uma estrela", diz Ibrahimovic

Em seu livro, o craque explica como uma reunião com o português acabou a sua relação com o catalão

O confronto mais aguardado da Premier League enfim vai acontecer neste sábado (10), quando Pep Guardiola e Mourinho comandam as suas equipes no clássico entre Manchester City e United. 

E em toda a sua polêmica carreira, Ibrahimovic parece ter como maior desafeto Guardiola. O sueco atacou o atual treinador do City, com quem trabalhou durante a passagem discreta pelo Barcelona entre 2009 e 2011.

Confira o trecho de seu livro “Eu sou Zlatan”:

“Não sei qual era o problema de Guardiola. Ou bem… Creio que ele não possa lidar com personalidades fortes. Ele quer bons rapazes na escola. E pior, fugindo de seus problemas. Você não pode olhar para dentro de seus olhos e isso faz com que tudo seja muito pior. 

Assim, ficou pior o clima no Barcelona, quando a nuvem cinza do vulcão da Islândia chegou. Não houve voos em toda a Europa e pegamos um ônibus em Milão. Uma pessoa com morte cerebral no clube pensou que isso era uma boa ideia. Era a nossa partida mais importante da temporada, a semifinal da Champions League, e eu estava preparado para vaias no meu antigo estádio. Mas isso não foi um problema, foi outra situação. E eu acho que o Guardiola tinha uma obsessão pelo Mourinho.

José Mourinho é uma grande estrela. Ele havia vencido a Champions League com o Porto. Ele foi meu treinador na Inter e foi ótimo. A primeira vez que ele conheceu Helena, sussurou: ‘Helena, apenas uma missão: alimente Zlatan, deixe-o dormir e o mantenha feliz’. Ele é um líder de um exército, mas também se preocupa. Me enviava mensagens de textos quando estava na Inter para saber como estava me sentindo. Ao contrário de Guardiola. Mourinho ilumina ilumina uma sala, Guardiola tira as cortinas.

‘Não é Mourinho que enfrentamos, é a Inter’, disse ele. E finalmente ele se aproximou de mim durante o aquecimento.


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“Você pode jogar desde o início?”, questionou Guardiola.

“Certamente”, respondi.

“Mas você está pronto?”

“Sem dúvida eu me sinto bem”

“Mas está pronto?”

Era como um papagaio e me deixou com algumas vibrações negativas. 

“Ouça, foi uma viagem terrível, mas estou em boa forma. Vou dar o meu melhor”.

Finalmente, joguei como titular e começamos a ganhar por 1 a 0, mas em seguida o jogo mudou. Fui substituído aos 60 minutos e perdemos por 3 a 1. Ele estava com raiva, mas agora tenho a Helena e as crianças. Ganhamos por 1 a 0, mas não foi o suficiente. Guardiola me olhou como se fosse o culpado. Me senti um lixo, sentado no vestiário, com os olhos fixos em mim, sem dar qualquer sinal de vida. Ali eu vi que não era mais parte da equipe, e quando jogamos contra o Villarreal ele me colocou cinco minutos. Cinco minutos! Não podia mais, não porque não estava mais jogando, mas porque ele não me disse nada.

Guardiola não disse uma palavra. Tinha medo. Depois do jogo eu fui para o vestiário. Eu não estava feliz para usar palavras suaves. Touré e alguns outros jogadores estavam lá. Eu chutei a caixa de metal onde colocamos nossas roupas. Creio que voou três metros. E gritei: “Você amarelou na frente de Mourinho, vai a m****”

Fui um maluco e esperava que Guardiola me acalmasse. Mas não foi assim. Guardiola é um covarde, fraco. Apenas pegou a caixa e nunca mais falou sobre isso. No ônibus todos perguntaram o que aconteceu, mas não tinha energia para falar sobre. Estava chateado. Meu treinador havia me deixado no banco por semanas e eu nem sabia o motivo. ‘Tenho 28 anos, marquei 22 gols e dei 15 assistências aqui, e mesmo assim me tratam como se eu não existisse. Devo aceitar isso? De jeito nenhum!'”


Fonte: Goal.com

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