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Policial se infirltra no Tinder para prender manifestantes, diz site

O homem mantinha uma p
O homem mantinha uma pgina no Tinder que apresentava abertamente seu posicionamento poltico de esquerda. Foto: Reproduo/Internet

Ume reportagem publicada na quinta-feira pelo site independente Ponte denunciou, após relatos de alguns dos militantes presos na manifestação anti governo Temer realizada em São Paulo no último domingo, a infiltração de policiais militares no aplicativo de paquera Tinder com o objetivo de obter informações sobre os protestos. Dos 26 manifestantes presos, 18 foram detidos no Centro Cultural São Paulo (CCSP), na Liberdade, região central de São Paulo, quando se preparavam para ir à manifestação na avenida Paulista. Eles acreditam que foram denunciados à PM por um participante do grupo que se identificava como Baltazar Mendes, o Balta, que foi levado à delegacia numa viatura separada dos demais, não chegou a ter o celular recolhido e nunca chegou ao local.

O homem mantinha uma página no Tinder que apresentava abertamente seu posicionamento político de esquerda e se vangloriava dele. Na descrição do perfil, uma citação em inglês atribuída erroneamente ao filósofo alemão Karl Marx dizia que “democracia é o caminho para o socialismo”. Os jovens detidos disseram que o grupo se tratava de uma articulação informal, organizada dois dias antes, entre pessoas que haviam se conhecido nas passeatas contrárias ao presidente Michel temer (PMDB), onde Baltazar se integrou por estar envolvido com uma componente do grupo.

Segundo o relato de outra estudante, o suposto PM também foi responsável pela mudança no ponto de encontro do grupo, que deveria ser a Estação da Luz. No mesmo dia das detenções, Baltazar No mesmo dia chegou a apagar todos os perfis nas redes sociais e afirmou que voltaria à sua cidade natal com o objetivo de cuidar do pai doente.

O coronel Dimitrios Fyskatoris, comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), afirmou em entrevista coletiva que a detenção no ocorreu por acaso e não foi motivada por nenhuma denúncia prévia. Policiais militares que passavam pelo local teriam visto os manifestantes reunidos “em atitude suspeita” e resolveram abordá-los. Os estudantes envolvidos no caso, por outro lado, negam a versão e afirmam que a abordagem contava com um aparato policial acima do cumum, formado por uma dezena de viaturas, um ônibus e um helicóptero.


Fonte: Diário de Pernambuco

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