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Relembre as grandes estrelas das chanchadas da Atlântida

Quem não se lembra das aventuras de Oscarito e Grande Otelo nas antigas chanchadas? Ou do ar angelical de Eliana Macedo? Neste domingo, 18, a Atlântida Cinematográfica, estúdio responsável pelas chanchadas de grande sucesso no Brasil, completa 75 anos. Para comemorar, o EGO relembra os grandes astros da época.

Oscarito

Oscarito e Grande Otelo em Matar ou Correr (Foto: Reprodução)Oscarito e Grande Otelo em ‘Matar ou Correr’ (Foto: Reprodução)


Nascido na Espanha, em 1906, Oscar Lorenzo Jacinto de la Imaculada Concepción Teresa Dias, ou só Oscarito, chegou ao Brasil ainda bebê. Vindo de uma família circense, fez sua primeira apresentação no picadeiro aos 5 anos. Atuou também no teatro, mas ficou consagrado por sua parceria com Grande Otelo em 34 chanchadas da Atlântida, entre as quais “É com este que eu vou” (1948), “Aviso aos navegantes” (1950) e “Três vagabundos” (1952). Seus filmes mais marcantes são “Nem Sansão nem Dalila (1954)”, “Matar ou correr” (1954) e “O Homem do Sputnik” (1959), todos dirigidos por Carlos Manga. Morreu aos 63 anos, em 1970.

Grande Otelo

Grande Otelo (Foto: Reprodução)Grande Otelo (Foto: Reprodução)


Sebastião Bernardes de Sousa Prata teve a vida cercada de tragédias. Nasceu em 1915, em Uberlândia, Minas Gerais. Após seu pai ser esfaqueado, fugiu de casa ainda criança para se juntar a uma companhia de atores. Fugiu outras vezes, até ser adotado pela família de Antonio de Queiroz, um político influente. Seu primeiro filme na Atlântida Cinematográfica foi “Moleque Tião”, em 1943. Fez uma parceria de sucesso com Oscarito em inúmeras produções, entre elas “Carnaval de Fogo” (1949) e “Matar ou correr” (1954). No início dos anos de 1940, sua mulher se suicidou depois de matar o filho do casal de 6 anos. Em 1969, atuou em um de seus maiores sucessos, “Macunaíma”. Morreu às vésperas de completar 78 anos, em 1993, após desembarcar em Paris para ser homenageado no Festival de Nantes.

Cyll Farney

Cyll Farney em Amei um Bicheiro de 1952 (Foto: Reprodução)Cyll Farney em ‘Amei um Bicheiro’ de 1952 (Foto: Reprodução)

Cilênio Dutra e Silva nasceu em 1925 e tornou-se o grande galã das chanchadas. Ao lado de Eliana Macedo, Cyll formou um dos mais queridos pares românticos do cinema brasileiro. Atuou em sucessos como “Aí vem o Barão” (1951), “Amei um Bicheiro” (1952) e “Colégio de Brotos” (1956), entre outros. Também atuou na TV em produções como “A Escrava Isaura” (1949) e “Hilda Furacão” (1998). Faleceu em 2003, aos 77 anos.

Anselmo Duarte

Anselmo Duarte (Foto: Reprodução)Anselmo Duarte (Foto: Reprodução)


Outro grande galã da Atlântida Cinematográfica, Anselmo Duarte Bento nasceu em 1920. Ficou consagrado após atuar em “Carnaval no Fogo”, em 1949. Também atuou em “O Caçula do Barulho” (1949) e “Aviso aos Navegantes” (1950). Em 1951, deixou a Atlântida e foi contratado pela Vera Cruz, estúdio cinematográfico rival. Também atuou na TV, no sucesso “Feijão Maravilha”. Dirigiu o filme “O Pagador de Promessas”, que lhe rendeu a Palma de Ouro e o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes, em 1962. Morreu em 2009, aos 89 anos.

Eliana Macedo

Eliana Macedo (Foto: Reprodução)Eliana Macedo (Foto: Reprodução)

Nascida em 1926, Ely de Souza Murce deixou a profissão de professora primária para se tornar a maior estrela da Atlântida. Estreou no cinema em “E o Mundo se Diverte”, de 1949. Mas seus grandes sucessos foram “Carnaval de Fogo” (1949) – no qual deu vida a duas personagens e lançou a música “Beijinho Doce”, ao lado Adelaide Chiozzo – e “Aviso aos Navegantes” (1950). Em 27 anos dedicados ao cinema, a musa atuou em 26 filmes, como “Alegria de Viver” (1958) e “Um Morto ao Telefone” (1964). Morreu em 1990, aos 63 anos.

Fada Santoro

Fada Santoro em Nem Sansão Nem Dalila (Foto: Reprodução)Fada Santoro em ‘Nem Sansão Nem Dalila’ (Foto: Reprodução)


Outra grande mocinha das chanchadas da Atlântida, Mafalda Basílio Monteiro dos Santos Santoro nasceu em 1926. Começou sua carreira ainda jovem como dançarina na Companhia de Alda Garrido. Sua estreia como atriz aconteceu em 1930, em “Samba da Vida”. Ao lado de Cyll Farney, Fada brilhou em inúmeras produções, como “Areias Ardentes” (1952) e “Nem Sansão Nem Dalila” (1954), entre outros. Abandonou a carreira de atriz nos anos 1950 para se dedicar à família.

Adelaide Chiozzo

Adelaide Chiozzo e Eliana Macedo (Foto: Reprodução)Adelaide Chiozzo e Eliana Macedo (Foto: Reprodução)

Nasceu em 1931 e fez sua estreia no cinema aos 15 anos, na comédia “Segura esta Mulher” (1946), na qual atuou com o pai, Afonso Chiozzo. Fez uma dupla de sucesso com Eliana Macedo e, juntas, elas lançaram o sucesso “Beijinho Doce”, no filme “Aviso aos Navegantes” (1951). Se dividindo entre o palco e o cinema, Adelaide atuou em 23 filmes da Atlântida Cinematográfica, entre eles “Esse mundo é um pandeiro” (1947), É com esse que eu vou” (1948) e “Carnaval no fogo” (1949). Também atuou na TV, mas hoje se dedica apenas à música.

José Lewgoy

José Lewgoy em Matar ou Correr (Foto: Reprodução)José Lewgoy em ‘Matar ou Correr’ (Foto: Reprodução)


Filho de uma americana com um russo, José Lewgoy nasceu em 1920 e tornou-se o maior vilão do cinema brasileiro. Estreou nos cinemas em “Carnaval de Fogo” (1949) e já alcançou o estrelato. Foi antagonista da dupla Oscarito e Grande Otelo em vários campeões de bilheteria da Atlântida, como “Aviso aos Navegantes” (1950), “Carnaval Atlântida” (1952) e “Matar ou Correr” (1954), entre outros. Também atuou na TV, em sucessos como “Dancin’ Days” (1978),  “Anos Dourados” (1986) e “Perigosas Peruas” (1992). Seu último trabalho foi  “Esperança”, de Benedito Ruy Barbosa, em 2002. Ele morreu no ano seguinte, aos 82 anos, após uma parada cardiorrespiratória.

Renato Restier

Renato Restier (Foto: Reprodução)Renato Restier (Foto: Reprodução)


Outro grande vilão do cinema brasileiro, Renato Restier nasceu em 1920. Era filho da atriz Hortênsia Santos e foi registrado pelo ator Restier Júnior. Seu verdadeiro pai era o diretor de teatro e dramaturgo Procópio Ferreira, que só o reconheceu como filho anos mais tarde. Sua estreia na Atlântida Cinematográfica aconteceu em 1951 para interpretar o vilão de “Barnabé, Tu És Meu”. Também viveu antagonistas em “Carnaval Atlântida” (1952), “Matar ou Correr” (1954) e “O Golpe” (1955), entre outros. Morreu em 1984, aos 64 anos, vítima de câncer pulmonar.

Carlos Manga

Carlos Manga (Foto: Reprodução/Facebook)Carlos Manga (Foto: Reprodução/Facebook)


Responsável pela direção de grandes sucessos da Atlântida Cinematográfica, José Carlos Aranha Manga nasceu em 1928. Foi contratado pela Atlântida para trabalhar no setor de almoxarifado, mas seu amor por cinema o fez ser promovido. Foi contra-regra, assistente de montagem, assistente de revelação e, por fim, diretor. Junto com Watson Macedo, foi um dos principais diretores do período de ouro – os anos 1950 – do estúdio. Dirigiu as chanchadas “Nem Sansão nem Dalila” (1954), “Matar ou Correr” (1954) e “O Homem do Sputnik” (1959), entre outros. Manga morreu em 2015, aos 87 anos.


Fonte: Ego.globo.com

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