Relembre dez álbuns nacionais que fazem aniversário em 2016


2/09/2016 – 10:00


Década de 2000 viveu boom de lançamentos independentes na produção evangélica




Relembre dez álbuns nacionais que fazem aniversário em 2016
Relembre dez álbuns nacionais que fazem aniversário em 2016

Há quem diga que a década de 2000 foi a pior sequência de anos existentes na música cristã brasileira. Todavia, estes dez anos foram fortes em versatilidade. Apesar do crescimento das grandes gravadoras, o cenário econômico do país impulsionou a música independente no Brasil, inclusive no segmento evangélico.

É neste espectro que 2006 vivenciou vários lançamentos, sobretudo de artistas que outrora não dispunham de grande visibilidade e, em nova situação, gravaram discos em grandes estúdios ou até mesmo em casa. Até bandas de imenso sucesso como o Diante do Trono e Toque no Altar dispunham de formas próprias de distribuição de seus discos.

Confira a lista:

Toque no Altar – Olha pra Mim

Toque no Altar – Olha pra Mim

Lançado em 1 de maio de 2006, é de longe o passo mais ousado da banda fluminense. A principal ideia proposta na obra era de manter a musicalidade presente no antecessor Deus de Promessas (2005), porém com maior quantidade de arranjos de cordas. Para a empreitada, a banda também contou com Zé Canuto (metais), Raiz Coral e o guitarrista Bene Maldonado, do Fruto Sagrado. As composições, escritas por Luiz Arcanjo, Davi Sacer, Ronald Fonseca e Deco Rodrigues são apuradas e capturam a melhor fase dos músicos. “Senhor e Rei” é facilmente uma das músicas congregacionais mais inspiradas e de maior imponência da década.

Carlos Sider – Diário de Bordo

Carlos Sider – Diário de Bordo

Quando Carlos lançou Quando É Deus Quem Faz (2003) e Deus não Pensa como Pensa o Homem (2005), estava dando as dicas que, durante a década, continuaria a lançar discos de dedicação devocional, repletos de composições introspectivas e pessoais. Diário de Bordo aprofunda estas questões, com certas ligações à trajetória do apóstolo Paulo e reflexões sobre a pós-modernidade. Musicalmente, a obra é um acerto e não dá desvios em relação ao que conhecemos do artista.

Apocalipse 16 e Templo Soul – Apocalipse 16 e Templo Soul

Apocalipse 16 e Templo Soul – Apocalipse 16 e Templo Soul

Tanto o Templo Soul quanto o Apocalipse 16, nas figuras de seus líderes Pregador Luo e Rogério Sarralheiro, foram incríveis perante anos. O disco colaborativo entre os grupos explica o porquê: A fusão de rap e soul é perfeitamente adequada. O disco joga canções como “Último Dia”, “Fogo Cai” e “Entra no Clima”, em que o crossover funciona, mas não perde a vibe política e social em músicas como “Chicote Estrala” e “Tudo Pode Mudar”. O resultado são duas bandas pegando fogo e certamente no auge criativo.

Grupo Logos – Pescador

Grupo Logos – Pescador

O Grupo Logos diminuiu sua produção nos anos 2000, mas isso não significa que a criatividade seguiu a mesma redução. Pescador, lançado pela VPC Produções, é um disco primoroso. A começar pela qualidade das composições de Paulo Cézar, produção apurada de Paulinho Fo e arranjos de Edielson Aureliano. Com influências da música popular brasileira e toques de jazz em músicas como “Tome a Cruz” e “Distantes de Deus”, o líder da canção consegue manter, em síntese, aquele equilíbrio infalível de cristocentrismo sem perder a crítica ao sistema religioso.

Heloisa Rosa – Andando na Luz

Heloisa Rosa – Andando na Luz

A influência brit em Liberta-me, lançado em 2004, explicava a escolha musical de Heloisa Rosa que, no disco sucessor, conta com um som mais cru e direto. Andando na Luz, solidificado em se ter uma vida cristã a partir da verdade, funciona bem como um registro rock e, ao mesmo tempo, sem perder o caráter congregacional. “Há um Lugar” é uma das baladas mais familiares de Heloisa. Outros momentos mais introspectivos da obra, como “Seis da Tarde” e o dueto com Marcos Almeida em “Pai” garantem alguns dos melhores momentos do simplista álbum.

Ma-Lu – Ma-Lu

Ma-Lu – Ma-Lu

O primeiro trabalho das irmãs goianas saiu exatamente em 2006 e revelou-as ao Troféu Talento, prêmio no qual foram indicadas em seis categorias e vencedoras em duas. O registro é um apanhado de pop, country e outras influências, em músicas melódicas como “Além do Céu”, “Nada me Faltará”, “Pense e Dance” e, obviamente, o hit “Sonhos”, também conhecido na voz do francês Chris Durán.

Até eu Envelhecer – Resgate

Até eu Envelhecer – Resgate

Eu Continuo de Pé (2002) não era suficiente para mostrar que o Resgate do século XXI estava preparado para surpreender. Foi com a entrada efetiva do tecladista e produtor Dudu Borges, responsável pela assinatura de Até eu Envelhecer, que a banda respira novamente. O disco concentra a influência oldschool do grupo com requintes modernos, ao passo que calca canções relevantes pelo repertório. A tríade “Passo a Passo” / “Astronauta” / “Te Encontrar” compete facilmente entre as melhores baladas do grupo enquanto influências folk são percebidas em “O Perdido e o Sentido”. Se não fosse pelos versos horríveis de “Meus Pés” e certa estrofe endinheirada de “A Gente”, certamente estaria entre os melhores álbuns do Resgate.

Cadeira de Rodas – Desertor

Cadeira de Rodas – Desertor

O melhor disco de rock no cenário underground naquele ano, Cadeira de Rodas mostrou a força da banda Desertor em sua fusão harmoniosa de punk, metal e hardcore, mais adequada que o anterior trabalho, Aborto não!. Vale destacar a qualidade da produção musical, as letras chocantes e um projeto gráfico elaborado. Detalhes aparentemente tão comuns, mas que fazem toda a diferença.

Profetizando às Nações – Fernanda Brum

Profetizando às Nações – Fernanda Brum

Embora Quebrantado Coração (2002) e Apenas um Toque (2004) sejam mais inventivos na sonoridade conhecida por Brum em Profetizando às Nações, o disco consegue se salvar como novidade por meio de sua proposta. Discos sobre missões são pouco comuns no cenário evangélico, e Fernanda trouxe novamente o tema para o protagonismo das instituições cristãs. O repertório é acertado com este enfoque (“Eu Vou (África)”), mas também conta com outras músicas que funcionam, como “Aos Teus Pés”.

1970 – 1977 – Êxodos

1970 – 1977 – Êxodos

Um trabalho muito mais nostálgico, quase como função de “coletânea” ao invés de um registro inédito, captura o repertório de uma das primeiras bandas no cenário do rock cristão brasileiro. A Êxodos esteve ativa entre 1970 a 1977 e entre dificuldades financeiras e de apoio, não chegou a gravar nenhum disco. Pelo contrário: foram expulsos da igreja da qual faziam parte, em São Paulo. Nesta obra, o grupo resgata músicas como “Galhos Secos”, hoje tão lembrada.


Fonte: Gospelprime.com.br

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