Rodrigo Maia aposta em quórum mínimo de 400 na sessão para cassar Cunha

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Presidente da Cmara, Rodrigo Maia, em entrevista. Foto: Antonio Augusto/Cmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), garante que haverá o quórum mínimo necessário previsto por ele – 400 deputados – para abrir a sessão que analisará o pedido de cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Estamos com um quorum alto, tem muitos deputadas e deputados em Brasília, especialmente para uma segunda-feira”, disse ele. Até as 18h40, o quorum já estava em 310.

Maia não acredita que a estratégia dos aliados de Cunha de adiar a votação, por meio de recursos que remetam o processo de volta para a Comissão de Constituição e Justiça da Casa, surtam efeito. Tanto ele quanto os ministros do Supremo Tribunal já decidiram diversas vezes nesse sentido. Mas ainda cabe recurso ao plenário. “Não acredito que um recurso desta natureza consiga o apoiamento da maioria dos deputados desta Casa”, avaliou.

O deputado Silvio Costa (PTdoB-PE) chegou a ponderar para que Maia abra a votação com um quorum de 320 – são necessário, no mínimo, 257 votos para que Cunha seja cassado. “Eu avisei há três semanas que abriria com o quorum de 400 e farei isso. Esse número de 320 poderá ser base para amanhã ou terça, caso não votemos hoje”, respondeu o presidente da Casa.

Interlocutores experientes da Casa afirmam também que Cunha perdeu o prazo para a renúncia. Curiosamente, ela poderia, na visão destes parlamentares, surtir efeito se acontecesse na manhã de hoje. “Alguns deputados poderiam achar que, como Cunha já renunciou, não haveria necessidade de aparecer na sessão e o quorum não seria atingido”, ponderou um cacique.


Fonte: Diário de Pernambuco

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