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Servidores do Ifal paralisam atividades em protesto contra o governo federal

Uma manifestação no prédio do Instituto Federal de Alagoas (IFAL) na Jatiúca em Maceió, deu início a paralisação de Docentes e técnicos administrativos do órgão na manhã desta quinta-feira (01). O motivo da protesto se refere ao ajuste fiscal do governo, cortes de verbas na educação e o ponto eletrônico.

A paralisação foi confirmada após uma assembleia extraordinária realizada no dia 11 de agosto. Desde então, esperava-se que houvesse alguma mudança na decisão do governo federal, o que não aconteceu, acelerando o processo de greve dos servidores.

O manifesto desta quinta-feira contou com a presença de cocentes e técnicos administrativos, além da presença dos estudantes, que serão os maiores prejudicados com a paralisação.

“Estamos em luta contra ataques do governo golpista de Temer que quer acabar com a educação e os serviços públicos, assim como contra a Reitoria que quer restringir direitos e fazer os servidores pagarem pela crise”, disse Hugo Brandão, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Profissional e Tecnológica no Estado de Alagoas – Sintietfal.

O sindicalista apresentou a PEC 241/16 como a principal ameaça hoje à educação pública. “Se aprovada congelará gastos com saúde e educação por 20 anos. Já não temos orçamento garantido para 2017, é possível ter cortes de vagas e até não concluir o ano por falta de recursos. Com a PEC, essa situação deplorável pode persistir até 2037”, completou o sindicalista.

Os servidores lutam também contra a instalação do ponto eletrônico no IFAL e defendem a manutenção das 30 horas para os técnicos administrativos em Educação. “O ponto eletrônico cumpre o objetivo de desviar o foco dos reais problemas do Instituto – que sofre com falta pessoal e a falta de recursos – para o servidor. Busca também criar condições para a aumentar a jornada de trabalho dos TAEs sem aumento de salários. Não aceitaremos qualquer retrocessos”, assegurou Brandão.

 

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