Setembro Amarelo: músicas cristãs sobre depressão e suicídio


17/09/2016 – 10:00


Confira seleção de canções que trataram os temas com suas nuances e complexidades




Setembro Amarelo: músicas cristãs sobre depressão e suicídio
Imagem: Divulgação

Com a intenção de lançar visibilidade e prevenir suicídios no Brasil, a campanha do Setembro Amarelo foi estreada em 2014 em uma parceria entre o Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Atualmente, o suicídio mata pessoas, por dia, mais que o câncer e a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Apesar do tabu que envolve o tema, mesmo no segmento evangélico, artistas e bandas trataram de temas como o suicídio e a depressão em canções e discos.


“Um Lugar para Descansar” – Livres para Adorar

Em setembro de 2011, o Livres lançou o álbum Mais um Dia. “Um Lugar para Descansar”, primeira canção destinada para o álbum, foi escrita pelo vocalista Juliano Son após a morte de um amigo de infância, que estava deprimido e se suicidou. Disso, surgiu um álbum conceitual que, de certa forma, trata da angústia, o desânimo e as mazelas da vida. Com produção musical de Ruben di Souza, “Um Lugar para Descansar” é, de longe, a música mais representativa sobre suicídio no cenário evangélico até os dias de hoje.


“Janela” – {Sí}monami

A banda curitibana {Sí}monami apresentou “Janela” em 2013. Canção que faz parte do álbum Então Morremos, apresenta uma letra metafórica mas que, de certa forma, pode ser interpretada como uma abordagem da depressão e do suicídio. “Miro a janela pro salto / e o medo estoura meu coração / e aperta o sangue / tanto que corte nenhum vaza” são alguns dos versos do grupo que, apesar de não se definir um grupo evangélico, traçou seus passos pela arte do novo movimento.


“A Ilha” –  Voz da Verdade

Parte do álbum Um Grito de Liberdade, lançado em 1990, “A Ilha” é uma das canções mais importantes da extensa obra da banda Voz da Verdade e, ao mesmo tempo, trata de suicídio e depressão em uma época em que a incipiência destas questões eram muito maiores. A composição é de autoria do vocalista Carlos A. Moysés.


“5:50 AM” – Resgate

O maior sucesso do Resgate, “5:50 AM”, tem suas letras dedicadas a contar uma história. Nela, o eu lírico esmiúça sua vida monótona, de rotina sem prazer e até chega a duvidar de melhoras em seu futuro (“será que eu vou chegar ao fim de mais um calendário? / eu não sei”), para mais tarde afirmar uma mudança de vida. De som fincado no rock sessentista, é uma das melhores canções da banda paulista e foi lançada originalmente em 1995.


“Não Quero Mais Acordar Assim” – Fruto Sagrado

Gravada para o álbum O que na Verdade Somos, lançado em janeiro de 2003, “Não Quero Mais Acordar Assim” segue a proposta das demais canções apresentadas, mas focada num pedido de ânimo e socorro. O clipe gravado para a faixa, distribuída pela gravadora MK Music, foi dirigido por PC Junior.


“Seguirei” – Aeroilis

Escrita pelo baixista Alan Wenning, a letra de aspecto pessimista contida em “Seguirei” é, ao mesmo tempo, uma declaração de confiança divina. Afinal, crê em melhoras mesmo que as projeções de um bom futuro não sejam observáveis. Como banda que inaugurou o chamado novo movimento na produção de música cristã no Brasil, a Aeroilis carregou influências do britpop até o fim de sua carreira, especialmente de grupos como Travis nos tempos de The Man Who (1999).


“Coração Angustiado” – Suellen Lima

A cantora Suellen Lima também trouxe a temática da depressão para a sua música. É o caso de “Coração Angustiado” presente no álbum Surpreendente, originalmente lançado em 2005 e relançado em 2016. A música, de apelo pentecostal, é dirigida a um ouvinte angustiado e completamente desanimado.


“A Deus” – Oficina G3

Gravada para o álbum Elektracustika, lançado em 2007, “A Deus” é uma das baladas mais recentes do grupo paulista, que completa 30 anos de carreira ano que vem. A canção usa a semelhança entre “adeus” e “a Deus” para tratar de suicídio, ao afirmar que “Não é tempo de dizer adeus / a Deus pertence todo o tempo / sempre que quiser dizer ‘adeus’ / a Deus entregue seu sofrimento”. Foi escrita por Juninho Afram, Duca Tambasco e Jean Carllos.


“Pra Me Alegrar” – Ludmila Ferber

Quando lançou o álbum Pra Me Alegrar em 2013, Ludmila Ferber passava por um momento delicado em sua vida pessoal. Na época, a artista passava por um processo de divórcio. As canções do álbum transmitem a melancolia, angústia e depressão mas, também, a busca por ânimo e superação de problemas pessoais. A faixa-título, neste sentido, é o momento mais importante do disco. É nela que a artista afirma que a presença divina é o necessário em contraste à lágrimas e dor exprimidas por toda a obra.


“Não Vou Perder a Fé” – Gabriela Gomes

A faixa-título do primeiro álbum da cantora Gabriela Gomes, lançado este ano, é parte de sua história de vida. Na infância, a artista teve crises depressivas e de Síndrome do Pânico e, por conta disso, chegou a tentar suicídio. “Eu sei o quanto isso é sério, e a quantidade de pessoas que tem tirado as suas vidas tem sido muito grande! Eu me disponibilizo a ajudar pessoas SIM! Jesus me chamou pra isso! Para amar vidas, cuidar delas e me disponibilizar para ser benção! As minhas cicatrizes hoje servem de remédio para quem está ferido!”, disse a cantora em sua página no Facebook.


Ouça essas e outras músicas pela playlist do Spotify:


Fonte: Gospelprime.com.br

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