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Temer abre debate da Assembleia Geral da ONU

Cumprindo a tradição iniciada pelo diplomata brasileiro Osvaldo Aranha em 1947, o presidente Michel Temer abriu, nesta terça-feira, o pronunciamento dos Chefes de Estado e de Governo que estão em Nova York para a 71ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). No discurso, o presidente falou que o Brasil traz às Nações Unidas sua vocação de abertura ao mundo. “Somos um país que se constrói pela força da diversidade. Acreditamos no poder do diálogo. Defendemos com afinco os princípios que regem esta organização. Princípios que são, hoje, mais necessários do que nunca.”

Temer falou também sobre os refugiados. “Frente à tragédia dos refugiados ou ao recrudescimento do terrorismo, não nos deixa de assaltar um sentimento de perplexidade. Os focos de tensão não dão sinais de dissipar-se. Uma quase paralisia política leva a guerras que se prolongam sem solução. A incapacidade do sistema de reagir aos conflitos agrava os ciclos de destruição. A vulnerabilidade social de muitos, em muitos países, é explorada pelo discurso do medo e do entrincheiramento.”

“Queremos para o mundo, Senhor Presidente, o que queremos para o Brasil: paz, desenvolvimento sustentável e respeito aos direitos humanos. Esses são os valores e aspirações de nossa sociedade. Esses são os valores e aspirações que nos orientam”. 

Michel Temer ressaltou que é necessário um mundo onde regras reflitam a pluralidade reflita os diretos nas Nações. “Nossos debates não podem confinar-se a esses corredores. Antes, devem projetar-se nos mercados de Cabul, nas ruas de Paris, nas ruínas de Aleppo. As Nações Unidas não podem resumir-se a um posto de observação e condenação dos flagelos mundiais.”.  

Segundo Temer, o Brasil vem alertando que é fundamental tornar mais representariva as estrututuras de governança local. Para ele também é preocupante a ausência de uma perspectiva de paz entre Israel e Palestina. “O Brasil apoia a solução de dois Estados, em convivência pacífica dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas.”

O presidente cumprimentou Juan Manuel Santos e todos os colombianos presentes. Afirmou que o Brasil está disposto a contribuir para a paz na Colômbia.” O restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos demonstra que não há animosidade eterna ou impasse insolúvel. Esperamos que essa aproximação traga, para toda a região, novos avanços no plano econômico.”

Existem governos de diferentes inclinações políticas, mas é essencial que exista respeito e que sigamos em objetivos básicos como o crescimento econômico, os direitos humanos, os avanços sociais, a segurança e a liberdade de nossos cidadãos.” Michel Temer lembrou também a relação do país com “nossos irmãos” africanos.”São ligados a nós pelo Oceano Atlântico e por uma longa história. O Brasil olha para a África com amizade e respeito”.

Sobre a Agenda 2030 , Temer disse que é a maior empreitada das Nações Unidas em benefício do desenvolvimento. “Tirá-la do papel demandará mais do que a soma de esforços nacionais. O apoio dos países em desenvolvimento será decisivo”.

Antes de Temer, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon fez um discurso falando sobre a crise humanitária vivida por nações no Oriente Médio, principalmente na Síria, o maior da atualidade em termos de números de vítimas, segundo o secretário. Ban afirmou que quem “patrocina” a guerra no país, alimentando a máquina da guerra, “tem as mãos sujas de sangue” e denunciou a morte de civis.

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama é o segundo orador, logo após Temer, na sessão que também falarão os líderes franceses, François Hollande, argentino, Mauricio Macri, e da Itália, Matteo Renzi.

A crise entre palestinos e israelenses também foi destacada no discurso do presidente da ONU. Ele ressaltou que os dois povoso viveram dez anos perdidos de “loucura”. Foi destacado o crescimento de assentamentos ilegais e divisão dos territórios palestinos. O líder das Nações Unidas também pediu o fim da discriminalização dos refugiados, destacando que a a solução para o problema passa por políticas de combate às causas que levam essas pessoas a deixarem suas casas.


Fonte: Diário de Pernambuco

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