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Um dos segredos do líder Palmeiras é como o ataque ajuda a defesa

Principais atacantes alviverdes têm números chamativos em quesitos de marcação


GOAL Por Allan Brito 


Ao assistir um jogo do Palmeiras, é comum ver os jogadores do ataque, como Gabriel Jesus e Róger Guedes, se voltarem para marcação assim que perdem a bola e brigarem por ela como se fossem volantes ou zagueiros. Eles pressionam a saída de bola do adversário, rapidamente conseguem cortes importantes e podem atacar novamente. Essa é uma das armas mais importantes do líder do Campeonato Brasileiro 2016.


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Não se trata de algo revolucionário ou uma grande novidade. A maioria dos times bem sucedidos da atualidade usa essa estratégia de jogo. Porém, o Palmeiras é quem utiliza melhor no Brasileirão atualmente e por isso tem levado vantagem. 

O Corinthians de Tite foi campeão em 2015 com esse princípio. Ele chamava essa dedicação dos jogadores de “intensidade”. Atletas treinados por ele diziam que isso vinha desde as atividades durante a semana até a cobrança na beira do campo.

No Palmeiras de 2016 os principais atacantes do time já entenderam o recado de Cuca. Ele quer um time com marcação individual, mas para isso precisa que ninguém deixe de acompanhar os adversários. Gabriel Jesus, por exemplo, virou o astro da equipe por causa dos gols, mas também se destaca pela grande quantidade de cortes, 23. É mais do que tem o zagueiro Thiago Martins ou o volante Tchê Tchê. O número de duelos vencidos por Jesus, 126, também é alto para um atacante. Ele ainda acertou 24 desarmes e fez 12 interceptações.

Veja ranking de cortes no elenco do Palmeiras:

Róger Guedes, Dudu e Erik também são bastante aplicados. O camisa 7 é conhecido desde sempre por ser brigador e jogar com raça, tanto que tem a marca de 95 duelos vencidos até agora. Róger está perto, com 87. Já Erik, mesmo com um número de jogos menor que os três, conseguiu mais interceptações, 14 ao todo.

É claro que isso também gera um pequeno problema, pois os atacantes não sabem marcar com tanta eficiência e fazem faltas demais. Juntos, os quatro cometeram 109 e ainda levaram 13 cartões amarelos. 

Mas por enquanto tem valido a pena: o Palmeiras está com a terceira melhor defesa do Brasileirão, mesmo sem firmar um parceiro de zaga para Vitor Hugo e jogando muitas vezes sem um volante na cabeça de área. Isso só é possóvel graças à forma como o ataque palmeirense colabora com a marcação do time. 


Fonte: Goal.com

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