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“A música evangélica involuiu”, afirma Marcos Góes

6/10/2016 – 16:00

“Não vejo preocupação com o conteúdo, tanto instrumental como poético”, disse o músico em entrevista



“A música evangélica involuiu”, afirma Marcos Góes Imagem: Divulgação

O cantor e compositor Marcos Góes, em entrevista ao programa de rádio Onde os Fracos Têm Vez, transmitido pela rádio Sara Brasil FM em Florianópolis, fez afirmações pessimistas acerca do estado da atual música cristã contemporânea produzida no Brasil.

Góes defendeu a tese de que ocorre, atualmente, uma involução. “Eu não acho que a música evangélica evoluiu, e sim involuiu. Músicas com poucas notas, letras repetitivas… Não vejo preocupação com o conteúdo, tanto instrumental como poético. Isso causa um pouco de tristeza, porque a gente deveria evoluir, fazendo algo mais caprichado”.

O cantor ainda traçou um paralelo das músicas de hoje com canções de uma época que, segundo ele, “os cantores e compositores tinham comprometimento com Deus de uma maneira muito íntima, fiel e extraordinária”. Referindo-se às décadas de 1970 e 1980, Góes que o comprometimento de parte dos artistas está diretamente relacionado ao mercado fonográfico.

Trechos da entrevista, divulgada pelo portal Efrata Music, do compositor Elvis Tavares, revelam uma forte crítica de Góes a uma visão, segundo ele, comercial por trás das faixas. O músico defende que “há um apelo comercial até na confecção da parte poética das canções. Isso é muito ruim”, lamentou.

Não é a primeira vez em que Marcos tece críticas à música cristã contemporânea atual. Há cerca de três anos, o artista publicou um artigo de opinião acerca de sua visão do meio musical evangélico, baseada em sua história de vida. O texto, chamado Vende-se um Cantor Gospel, foi publicado em suas redes sociais.

No texto, o músico relembrou sua história durante a década de 1980 com Janires, cuja relação se deu ainda nos tempos em que o capixaba era vocalista e líder da banda Rebanhão. Segundo Marcos, o desprendimento dos valores materiais que Janires mostrava que seu comprometimento, antes de tudo, era com Deus. “O combustível e a motivação era o amor”.


Fonte: Gospelprime.com.br

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