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As elites de Jaboatão não deixam um cara pobre chegar ao poder, diz Neco

Foto: Assessoria/Divulga
Foto: Assessoria/Divulgao

Sobre a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Civil, na qual o candidato a prefeito em Jaboatão dos Guararapes Neco (PDT) é um dos investigados, o postulante e seus advogados afirmaram, na tarde desta terça-feira (18), se tratar de uma ação política. Em coletiva de imprensa concedida no escritório de advocacia que defende Neco, na Boa Vista, o pedetista disse não ter nenhuma dúvida de que sofre perseguição. “Com certeza, porque estamos em primeiro lugar nas pesquisas, somos de uma família pobre, humilde, e as elites em Jaboatão não permitem que um cara desse chegue ao poder”, ressaltou Neco.

A propaganda eleitoral da cidade está suspensa e só deve voltar nesta quinta. O juiz da 147ª Zona Eleitoral, Carlos Fernando Carneiro Valença Filho, responsável pela propaganda em Jaboatão, determinou, na última segunda-feira (17), a suspensão dos guias das coligações Resgatando Jaboatão e Muda Jaboatão porque “extrapolam os limites da propaganda lícita e idônea”. A decisão tem validade inicial de 48 horas, mas pode ser prorrogada.

Um dos advogados de Neco, Plínio Nunes, observou que ainda não teve acesso ao material do inquérito da Operação Caixa de Pandora. Segundo ele, a defesa tem enfrentado dificuldade para entender exatamente o que está sendo investigado e do que Neco está sendo acusado. “Esperamos até o final da semana conseguir uma cópia do processo. Tudo que a gente sabe até aqui é que a Câmara de Vereadores está sendo investigada, com alguns parlamentares.”

Sobre os R$ 177 mil encontrados na casa de Neco, o advogado afirmou que o grupo reuniu toda a documentação a respeito dos recursos, para ser apresentada não só a essa investigação, mas a qualquer autoridade. “Uma boa parte desses valores decorreu de um empréstimo pessoal feito por Neco. Por exemplo, R$ 50 mil ele tomou emprestado em um banco em 21 de agosto deste ano. Esse valor estava guardado em casa. Outra parte é proveniente de alugueis de imóveis. Temos contratos justificando”, argumentou.

Parte dos recursos, segundo a polícia, estava em um lixeiro da casa do candidato. Mas Plínio Nunes diz não saber as circunstâncias das buscas. “Nem mesmo nós sabemos exatamente o que aconteceu, porque a polícia impediu que Neco acompanhasse. Tudo que nós sabemos é a versão da polícia. Não sabemos se quer o que foi apreendido, porque não recebemos a lista, que deve ser entregue no dia seguinte.”

Já Neco ressaltou ser mais “seguro” guardar o dinheiro em casa do que em bancos e comentou que costuma deixar no guarda-roupa. “Houve, por exemplo, a greve dos bancos. Já pensou se naquela hora eu não tivesse com dinheiro em casa? Teria dificuldades”, resumiu. O pedetista disse, ainda, que a lista com nome de eleitores, endereços e números de títulos, recolhida pela polícia é uma exigência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que pediu os nomes de 1050 fiscais de urna do primeiro turno. “Esse pessoal iria novamente atuar no segundo turno”, enfatizou.


Fonte: Diário de Pernambuco

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