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Banda de forró que está na playlist do treino de Obama: 'Alegria imensa'

Mauro Refosco, Jorge Continentino e Guilherme Monteiro da Forro in the dark (Foto: Reprodução/Facebook)Mauro Refosco, Jorge Continentino e Guilherme Monteiro da Forro in the dark (Foto: Reprodução/Facebook)

Quando os brasileiros Mauro Refosco, Jorge Continentino e Guilherme Monteiro montaram a banda Forro in the dark em Nova York, a ideia era trazer um novo ritmo brasileiro para a cena nova-iorquina, já conhecedora do samba e da bossa nova. O que o trio não esperava era que seu som brasileiríssimo fosse cair no gosto – e nos ouvidos – de um dos homens mais poderosos do mundo: o presidente Barack Obama

Na última edição da revista “Wired”, Obama revelou as canções que gosta de ouvir para malhar e, adivinhem, quem apareceu na lista? No meio de hits de nomes consagrados como Beyoncé, Sting e Black Eyed Peas, estava “Perro loco”, do Forro in the dark. “É sempre legal receber uma notícia dessas. Saber que a gente faz o Obama sorrir e suar é uma alegria imensa! E, também, por estar numa playlist recheada de tanta coisa boa, de uma figura que eu admiro muito”, diz Continentino em entrevista ao EGO.

Post da banda Forro in the dark  (Foto: Reprodução/Instagram)Post da banda Forro in the dark
(Foto: Reprodução/Instagram)

O músico, responsável pelos pífanos e saxofones do grupo, disse que a banda não estranhou o fato de Obama ouvir forró para malhar. “Ouvir forró para malhar é perfeito. Se for In the Dark melhor ainda”, diverte-se ele, que não tem ideia de como o presidente americano conheceu a música do grupo. “Mas achei superlegal ter chegado nos ouvidos do Obama!”, afirmou. A notícia correu o mundo e está trazendo bons frutos para o trio. “Recebemos convites para entrevistas e várias mensagens. Ficamos felizes com a escolha do presidente”, falou.

Continentino explica que o ritmo tem boa aceitação no exterior pois se assemelha a culturas diferentes. “Forró no exterior é interessante, principalmente em Nova York, por ser uma cidade tão cosmopolita. Os ritmos do forró (baião, xote e arrasta-pé) são muito familiares em várias culturas diferentes, isso faz com que as pessoas conectem facilmente com sua própria música, jeito de dançar etc. O público é muito misturado”, diz.

A banda começou em 2002 e tomou forma a partir do álbum “Bonfires of São João” lançado em 2006, com participações de David Byrne, Bebel Gilberto e Miho Hatori. Quando chegou em Nova York em 2004, Continentino conheceu Mauro Refosco que já havia montado a Forro in the Dark, mas com outra formação, mais tradicional e com sanfona. “Quando eu me juntei ao grupo passei a tocar os pífanos e saxofones, o Guilherme Monteiro a guitarra, a sanfona saiu e o Davi Vieira ficou no triângulo e timbal. Também tinha o Gilmar Gomes na percussão e o Smokey Hormel na guitarra barítono”, lembra.

A formação mudou mais algumas vezes até que, por fim, o grupo se tornou o trio formado por Jorge, Guilherme e Mauro. Para trazer sempre um ar de novidade, eles passaram a contar com convidados em suas apresentações. Atualmente, os três se preparam para lançar um álbum no ano que vem.

 

 

 


Fonte: Ego.globo.com

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