Bando de Loucos: Parque São Jorge. Ame-ou ou deixe-o

“Nesta fase complicada fora de campo, o Social precisa ser solução pro Corinthians. Não problema”




GOAL Por Luís Butti, de São Paulo


Nesta segunda, estava discutindo com alguns amigos sobre um assunto que sempre gera bastante polêmica: o futuro do Parque São Jorge. 

É sabido que temos uma dívida gigantesca por conta dos contratos (malfeitos) da Arena Corinthians e que a garantia é exatamente o Parque São Jorge. Mas, diferente do que alguns amigos veem, não vejo o Parque São Jorge como destino apenas para se vender ou abater dívidas. É preciso amar o Parque São Jorge, fazer com que o mesmo passe a “trabalhar” para o clube, e não apenas gere despesa. 

O Parque São Jorge é máquina de lucro e não sabe. Está erroneamente operando com despesa. 


(Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians/ Divulgação)

O primeiro passo para o saudosismo andar de mãos dadas com o futuro é fazer com que o corinthiano tenha vontade de viver o clube politicamente. Se tornar sócio. Frequentar o Parque São Jorge. Os que já são e tem poder de voto, derrubar Chapão, Chapinha e o que mais vier pela frente. Que se torne um ambiente democrático, começando pela importante votação do Dia 22, onde questões valiosas do clube serão votadas. 

A partir do momento em que o clube dá voz ao associado, o grito para a modernidade preservando as tradições é mais forte. 

O segundo passo é modernizar a Fazendinha. Virar um Craven Cottage paulistano. 

E, depois de modernizada, porque não, transformar na casa das Categorias de Base, que estão prestes a ganhar um CT completo (está ficando lindo). Se o Protocolo da CBF impede que os jogos de Sub-17, Sub-20 e até mesmo o Feminino façam a preliminar do Profissional na Arena, que se lide com a Fazendinha para 14.000, 16.000 pessoas em jogos de outras categorias. 

Outra sugestão que acho válida é um investimento pesado no Basquete. Mas pesado mesmo. Para ganhar NBB. A partir do momento que você é potência no NBB, você estreita laços com a NBA e, por tabela, com empresas acostumadas a investir por lá. No Flamengo, tal tática funcionou e até o McDonald’s está próximo de uma parceria maior. 


(Foto: NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)

De repente, uma parceria gringa dessas migra até para o Futebol. 

Fazer a tradição trabalhar para você é o que mantém os gigantes europeus e sul-americanos vivos. Boa parte do sucesso do Barcelona, por exemplo, vem da resistência em manter o Camp Nou e suas dependências históricas trabalhando para o sucesso dentro de campo. 

Nesta fase complicada fora de campo, o Social precisa ser solução pro Corinthians. Não problema. Para isso, ao invés de abandonar, é preciso mudar (nem que seja na marra) algumas coisas. 

Vamos juntos ? 


Fonte: Goal.com

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