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Bruno Henrique compreende desmanche no Corinthians e agradece críticos da negociação com Palermo

‘Apadrinhado’ por Fábio Simplício no futebol italiano, volante revela que saída do Timão foi boa para todos os lados




GOAL Por Bruno Andrade


Bruno Henrique foi um dos poucos jogadores de destaque que não foram vendidos pelo Corinthians depois do título brasileiro de 2015. O volante ainda seguiu no clube até o fim agosto deste ano, quando resolveu levar adiante o sonho de jogar no futebol europeu e assinou por quatro temporadas com o Palermo. Não ter sido negociado durante o contestado período de desmanche foi uma estratégia calculada.

“Não era o momento para eu sair, queria jogar mais e ter uma sequência boa no Corinthians”, revelou o ex-camisa 25 do Timão, em entrevista ao Blog Ora Bolas.


(Foto: Tullio M. Puglia/Getty Images)

Apesar de entender que o Brasil é um país exportador e dificilmente consegue segurar os grandes jogadores, Bruno Henrique admite que ficou surpreso com as saídas de tantos companheiros, entre eles Gil, Ralf, Jadson, Renato Augusto, Malcom e Vágner Love.

“No fim do ano a gente achou que dois ou três seriam vendidos, o que seria normal, mas aí várias propostas foram chegando e quase todo mundo recebeu oferta. Não é sempre que tantas propostas surgem assim. Foi uma situação diferente, saiu muita gente, mas sei que é não é fácil para um clube brasileiro manter todos os destaques”, explicou.

“Mas isso não é só no Corinthians, também já aconteceu com outras equipes que se destacaram. Não sei o que rola ao certo, o que acontece, mas isso (vendas) é normal no futebol brasileiro. Os bons jogadores têm sequência, são campeões, se valorizam e acabam negociados, é praticamente natural. A diferença é que no Corinthians quase todo mundo saiu…”, completou.

NÚMEROS DE BRUNO HENRIQUE NO CAMPEONATO ITALIANO

Com as baixas no elenco, Bruno Henrique se consolidou e assumiu de vez a titularidade no meio-campo alvinegro. O volante, aliás, saiu do Timão com o posto de um dos maiores ladrões de bolas do Brasileirão – marcou também quatro gols na competição. Para diversos torcedores e jornalistas, ele foi o grande nome do time nos primeiros oitos meses de 2016.

“Principal destaque da equipe? Não, não… Eu, de fato, tive uma boa e grande sequência no Corinthians neste ano. Fui negociado em um momento que tinha bons números e estava crescendo, era o meu melhor momento na carreira. Fiquei muito contente de ter saído e deixado as portas abertas no clube. A negociação foi boa para os dois lados, todos aceitaram. Foi uma saída amigável. Tenho muito orgulho de ter jogado no Corinthians, estou onde estou por causa do clube”, afirmou.

Ao fechar com o Palermo, o jogador revelado por Iraty e com passagens por Atlético-MG, Londrina e Portuguesa foi criticado nas redes sociais por parte da torcida corintiana, que, na ocasião, contestou a transferência para um clube de menor expressão na Itália.


(Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

“Cada um pensa de um jeito, eu respeito. O Corinthians é o maior clube do Brasil, mas eu queria jogar na Itália e abrir mercado na Europa. Vi o Palermo como uma grande oportunidade profissional. Mas o Palermo também um clube grande, às vezes as pessoas não acompanham tanto o futebol italiano, não sabem como são as coisas, porque muitos preferem olhar apenas para os clubes maiores, entre aspas. Até fico contente com o pessoal que me questionou, porque isso mostra que eu estava fazendo um bom trabalho no Corinthians. Agradeço a eles. Todos temos novas fases na vida, escolhi vir para cá para crescer e aprender. Estou muito feliz”, respondeu.

“Apadrinhado” pelo ex-volante Fábio Simplício, que surgiu no São Paulo e fez sucesso no Palermo entre 2006 e 2010, Bruno Henrique já fez quatro jogos pelo novo time e, hoje, vive a expectativa de ser titular contra a Sampdoria, neste domingo, pela sétima rodada do Campeonato Italiano.


(Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

“Conversei bastante com o Fábio [Simplício], é um cara que dispensa comentários e tem uma grande representatividade no futebol do Brasil e da Itália. Fiquei muito feliz com as palavras e os conselhos dele, agradeço por ele ter falado bem de mim aos dirigentes do Palermo. Todo mundo aqui gosta muito dele, é uma referência”, agradeceu.

“O começo aqui está sendo legal, muito bacana… Tive um pouco de dificuldade com a língua nos primeiros dias, mas agora já consigo entender cerca de 40% das instruções do treinador. Sempre admirei o futebol italiano, que é muito intenso e tático. Tenho muito a aprender”, finalizou.


Fonte: Goal.com

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