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'Cabe a nós desconstrui-los', diz mãe criticada após colocar filho para lavar a louça

A mineira de Belo Horizonte lembra que antes n
A mineira de Belo Horizonte lembra que antes no era muito comum coloc-los para realizar atividades de casa. No entanto, quando ouviu o que o filho disse, no encontrou outra sada. Foto: Reproduo/Facebook

“Crianças são bombardeadas diariamente pela sociedade com preconceito, homofobia e sexismo. Então, cabe a nós, família, desconstruí-las. É nossa responsabilidade construir seres humanos dignos, livres de qualquer raiz de ódio sem motivo.” A frase simboliza o que a empresária Gracy Izaú, de 31 anos, considera importante na educação dos filhos, Israel, de 8 anos, e Gabriel, de 13. Recentemente, ela recebeu apoio e críticas de internautas nas redes sociais após publicar uma foto do filho mais velho lavando louça. Na legenda, ela postou que o menino disse que “homem não tem obrigação de fazer serviços domésticos” e, por isso, o colocou para lavar a louça de casa todos os dias. O caçula também ganhou uma tarefa: vai retirar a mesa de todas as refeições.

A mineira de Belo Horizonte lembra que antes não era muito comum colocá-los para realizar atividades de casa. No entanto, quando ouviu o que o filho disse, não encontrou outra saída. “As crianças de agora serão o futuro e, se quisermos um futuro melhor, temos que começar dentro dos nossos lares. Não quero que meus filhos sejam dependentes de mim por toda a vida e nem que sejam maridos encostados.” Depois de estabelecer as novas regras em casa, os filhos respeitaram a decisão dela e hoje fazem automaticamente. “Meu post também serviu para inspirar outras mães a fazerem o mesmo”, explica.

Gracy se considera uma mulher livre. Sempre questionadora da situação das mulheres no mundo, a mineira conta que só conseguiu se empoderar depois de sair de um relacionamento abusivo há quatro anos. “Quando se está em um relacionamento abusivo você não enxerga saída. Você até quer dar um fim naquela situação, mas não se vê fora dela. Isso acontece porque seu companheiro, com suas ações abusivas, drenou a única coisa que poderia te libertar dele, no caso seu amor próprio”, explica. “Eles não têm culpa, não nascem machistas ou preconceituosos. Isso tem que mudar dentro do lar.”


Fonte: Diário de Pernambuco

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