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Distribuição de material de campanha e poucas filas marcaram votação no Recife

Poucas filas marcaram as elei
Poucas filas marcaram as eleies no Recife, e a maioria dos eleitores compareceu s urnas pela manh. Foto: Osnaldo Moraes/DP

A votação no Recife transcorreu sem filas em muitas seções eleitorais, mas com ocorrência de casos de distribuição de material de campanha. Um flagrante foi feito pelo Diario de Pernambuco e registrado pela promotora Lucila Varejão perto da Escola Brigadeiro Eduardo Gomes, em Boa Viagem, Região Sul do Recife. Na mesma região, mas no Ibura, nas proximidades da Escola Professor Jordão Emerenciano, onde está concentrado o maior contingente de eleitores da Capital, várias pessoas foram vistas distribuindo “santinhos” e até adesivos. Lá também houve confusão da busca das seções.

Por motivos diversos, muitos eleitores decidiram chegar logo cedo nos locais de votação, como ocorreu no Instituto de Educação de Pernambuco (IEP), ao lado do Parque Treze de Maio, Santo Amaro, Região Centro, que reúne cinco escolas estaduais: Ana Rosa, Rochael de Medeiros, Sizenando Silveira e Sylvio Rabelo, as duas últimas com maiores contingentes. “Eu só não quero ser o primeiro a chegar na morte”, disse o primeiro a chegar na Sizenando Silveira, Nadilson Gonçalves de Melo, 58 anos. “Eu tenho um negócio e preciso (sair logo para) trabalhar”, afirmou Severino Gonçalves dos Santos, 53, se dizendo confiante de que a situação melhore. “Piorar não dá, a crise tá demais já!”, avaliava.

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Distribuio de material de campanha fez acumular santinhos nas vias e caladas. Foto: Osnaldo Moraes/DP

Pelas ruas a sujeira de “santinhos” jogados pelo chão e em paradas de ônibus denunciava falta de cidadania e potencial desrespeito à Lei Eleitoral. Em Boa Viagem, na Avenida Barão de Souza Leão, duas mulheres faziam boca de urna distribuindo material de campanha de um vereador na esquina de acesso à Escola Brigadeiro Eduardo Gomes. Alertada, a promotora Lucila Varejão realizou o flagrante, mas as duas fugiram enquanto policiais eram aguardados. Mas a barraquinha e todo material de campanha encontrado, foi apreendido, incluindo um título eleitoral. “Vamos abrir um inquérito”, avisou a promotora.

O advogado Silvio Carneiro de Lacerda, 54, que lanchava numa barraca próxima, disse que havia advertido que aquela ação configurava crime e acrescentou que um homem com colete branco e letras vermelhas fazia “boca de urna” dentro da Escola Brigadeiro Eduardo Gomes. A equipe do TRE-PE não localizou o suspeito, mas recebeu informações de outras ilegalidades. Alexandre Mendes, 55, disse ter visto um Palio azul fazendo transporte de eleitores enquanto pessoas que não se identificaram afirmavam que um grupo atuava na Rua Sá e Souza, em frente à unidade de ensino.
Próximo de onde foi realizado o flagrante, na Rua Padre Bernadino Pessoa, o Colégio Santa Maria, segundo maior local de votação, teve uma manhã tranquila nas suas 26 seções que reúnem 9.622 eleitores. Segundo o mesário Alcides Ferri, 29, policiais militares haviam estado no local às 8h20, mas ele desconhecia que tenha havido algo de anormal.

Na frente do Colégio Santa Maria chamava atenção uma iniciativa da artista plástica Cecília Urioste, 36, e a equipe da ONG Fazer o Mundo Fazendo Vídeo, que distribuíam 500 unidades de “saquinho de enjoo eleitoral”, com indicativo “para seu conforto, utilize em caso de indisposição”. “Algumas pessoas reclamaram, outras riam e outras despejavam a indignação”, contou. E acrescentou que há muito está enojada com a política, mas ainda acredita que é importante votar. “Eu gostaria de poder votar mais feliz, mas infelizmente não tem sido fácil. Mas é melhor votar do que não votar. Afinal de contas, alguém vai escolher por nós se a gente não votar”.

No maior local de votação do Recife, a Escola Professor Jordão Emerenciano, na Avenida Angra dos Réis, no Ibura, com suas 27 seções e 9.744 eleitores, a manhã foi agitada. As estreitas ruas de acesso estavam conturbadas pelo trânsito e a presença de pessoas distribuindo material eleitoral. Mas a agitação também ocorria no acesso aos locais de votação, porque a edificação foi dividida e na verdade agora eram suas escolas, a Jordão Emerenciano e a Padre Debret. “Para o TRE ainda é apenas um único local de votação. Quando chegamos e percebemos isso colocamos as seções nos locais originais antes da divisão, mas agora não é mais possível passar de um lado pro outro”, explicou Fernando Paim, 58. Para quem ficou na Jordão Emereciano
Um exemplo da dificuldade foi o de Saly Sales Nery, a um mês de completar 80 anos, que disse ter recebido a informação de que seu local de votação havia sido transferido para o Jordão. “Não é possível que agora, perto de completar 80 anos eu vá ficar impedida de votar”, protestou.

Mas tudo não passara informação equivocada que haviam fornecido a ela. A reportagem do Diario de Pernambuco a acompanhou na busca pela seção 53 na Escola Professor Jordão Emerenciano, onde enfrentou logo a difícil acessibilidade e um enorme batente na entrada. Mas encontrou a seção e conseguiu votar. “Nunca falhei um ano, tenho votado sempre”, contou. Antes já havia procurado uma carona pro Jordão. Questionada se estava feliz após votar, respondeu sem hesitar: “Claro que sim! Cumpri minha obrigação!”.


Fonte: Diário de Pernambuco

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