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Editorial: Prevenção, grande aliada da mulher

Todos os anos, milhares de mulheres morrem no mundo e no Brasil vítimas do câncer de mama. As estatísticas são de assustar: 13.500 óbitos anualmente só no país. E as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), de São Paulo, apontam para o surgimento de 57.960 casos até o fim de 2016. Esse é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres, atrás apenas do câncer de pele, representando 22% dos novos casos anuais.

Ao longo deste mês, várias ações estão sendo desenvolvidas em todo o país, dentro da campanha Outubro Rosa, para conscientizar sobre o câncer de mama e a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, que podem salvar muitas vidas. Este ano, a campanha destaca a obesidade como um grande fator de risco para o desenvolvimento da doença.

É importante que as mulheres fiquem atentas. Mais comum na faixa etária após os 50 anos, quando a mulher entra na menopausa, a doença vem sendo detectada em uma parcela cada vez mais jovem, abaixo dos 40 anos. São vários os gatilhos que podem desencadear o câncer de mama, entre eles a idade, a história reprodutiva, os fatores endócrinos, comportamentais, ambientais, genéti cos e hereditários.

Mas é certo que a prevenção pode ser uma grande aliada da mulher. Uma alimentação saudável, bons hábitos de vida, redução do consumo de bebidas alcoólicas e evitação do cigarro, além da prática regular de exercícios físicos para combater o sedentarismo, são medidas fundamentais para proteger a saúde. Combater a obesidade crescente no Brasil é outra questão urgente, não só pelos riscos de doenças cardiovasculares, mas também pelo fato de que o câncer de mama tem sido associado ao aumento do número de células de gordura no corpo.

Vale ressaltar ainda a importância do check-up anual. O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, o que aumenta as chances de tratamento e cura. A mamografia, aliada ao ultrassom, ainda é o melhor instrumento de diagnóstico precoce da doença. As mulheres devem estar atentas a qualquer alteração das mamas. O autoexame também é uma forma de identificação, porém não elimina a necessidade da consulta de rotina. No entanto, é fundamental que o Estado promova cada vez mais a saúde da mulher, garantindo a ela acesso aos exames, cirurgias e tratamentos de imediato. Muitas vezes, do diagnóstico à intervenção cirúrgica, o caminho é longo e desesperador para a paciente e seus familiares. A demora em conseguir uma vaga em hospitais públicos pode fazer toda a diferença no sucesso do tratamento e na cura do câncer.


Fonte: Diário de Pernambuco

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