Últimas

Emocionado com retorno, Oswaldo de Oliveira não teme rejeição no Corinthians e pede respeito

Treinador concedeu sua primeira entrevista como novo comandante do Timão nesta sexta-feira (14)

Emocionado com o seu retorno ao Corinthians, Oswaldo de Oliveira concedeu sua primeira entrevista coletiva como novo comandante do Timão nesta sexta-feira (14), no CT Joaquim Grava. O treinador, que está longe de ser unanimidade, disse que não teme rejeição da torcida e pediu respeito pela sua história com o clube.

“Estou aqui de corpo e alma, emocionando por voltar a essa casa. Vim para trabalhar como treinador. Política quem vai fazer é o presidente e sua diretoria. Esse tipo de enquete para mim é um pouco dúbia. Qual treinador seria mais indicado para o Corinthians? Um campeão paulista, brasileiro, mundial, com identificação tão grande… O que encontro, não nesses dias, mas desde sempre, em São Paulo, no Brasil, no Japão, em Londres… O que encontro sempre é um sorriso, um agradecimento, um obrigado por 2000. É o que continuo ouvindo. Para mim não faz sentido esse tipo de coisa. O Corinthians tem um momento de desequilíbrio que precisa ser superado. Corintiano que é corintiano, nesse momento, tem de somar”, disse Oswaldo.

“Depois do Tite, que é o melhor treinador do mundo, eu ganhando Paulista, Brasileiro e Mundial em nove meses, acho que eu merecia respeito. Onde eu passo em São Paulo, no Rio, no Japão, em Londres, tenho reconhecimento. Estranho isso, mas vou fazer o possível para mudar. Acreditem na equipe e nos ajudem a conseguir os títulos”, acrescentou.

 © Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians / Divulgação

Oswaldo também deixou claro que por enquanto, não pretende fazer drásticas mudanças no time titular, e colocou o Corinthians ‘dentríssimo’ da briga pelo título da Copa do Brasil, e também pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro.

“É um momento de transição. Conversamos longamente no vestiário, por enquanto vou seguir à risca o que o Fábio está me passando. Gradativamente, quando for tomando conhecimento de tudo, jogadores, posicionamento, etc, aí eu vou passar a tomar decisões mais individuais. Nesse momento seria insensato chegar e tentar mudar alguma coisa. Acompanhei os últimos jogos, melhorou bastante”, explicou.

“Estou vivendo uma tomada de posição, aprendendo a lidar com as coisas da equipe. Claro que a parte mental acompanha o tempo todo o desempenho da equipe, juntamente com a parte técnica, física, tudo. À medida que formos identificando, vamos procurar trabalhar sim a parte mental, mas dentro do conjunto. Temos duas competições em que o Corinthians está dentríssimo. Copa do Brasil, com vantagem, e o Brasileiro. São dois objetivos muito fortes. A equipe vem melhorando, vem desenvolvendo bem. Fazer a equipe alcançar esses objetivos.”


Confira os outros pontos abordados na apresentação de Oswaldo


Últimos trabalhos

“Fica muito abstrato falar dos meus últimos trabalhos. Ontem vi o Guilherme dando uma entrevista após o jogo em Cuiabá, isso me chamou a atenção. Começou comigo no Cruzeiro. Também se falou dos meus últimos trabalhos. Falaram que o último bom trabalho foi no Botafogo, mesmo com salários atrasados levamos o time à Libertadores. Aquele era meu segundo ano de trabalho no Botafogo, em 2012 fomos vice cariocas, depois fomos campeões e fomos para a Libertadores. Depois daquilo, meu trabalho foi sempre interrompido.”

“No Santos, todos reconheceram que foi injusto, depois no Palmeiras, da mesma maneira, ninguém entendeu nada. Todo mundo ficou estupefato, surpreso. E agora no Flamengo, ano passado. Fui terminar a temporada, indiquei jogadores que estão esse ano, e a duas rodadas do fim do campeonato fui demitido. Trabalho de dois meses, três, cinco meses não têm consistência. Acredito no trabalho de cinco anos no Japão com nove títulos. O trabalho no Botafogo. Quando há sequência, há tempo, todo treinador vai conseguir trabalhar. Quando outras coisas interferem, ninguém consegue”.

Torcida

“Eu me acostumei com aquela torcida do Corinthians que não é diferente dessa. Vim jogar aqui acho que quatro vezes, é uma pressão muito grande. Tem de saber jogar aqui, e isso será favorável ao Corinthians. Embora às vezes haja uma vocalização aqui ou ali, a gente sabe que a força total da torcida é a nosso favor. O resto é detalhe”.

É capaz de fazer esse time jogar?

“Você assistiu a Corinthians x Sport aqui? Então você deve saber se sou capaz ou não. Com aquele time, jogar o primeiro tempo que jogamos aqui… Jogamos assim contra todos os grandes times do Brasileiro, embora às vezes o resultado não tenha sido satisfatório. O resultado não depende só do treinador, mas do clube, do trabalho” “Sempre ouço que o Sport joga bem, que está melhor no jogo. Foi contra o Corinthians, o Coritiba, o Fluminense… A equipe sempre joga bem. Agora, uma equipe de futebol não é só o treinador. Ele não pode ser avaliado por determinados resultados, e aí você não pode esquecer os 16 anos atrás. Mas vá a 2006, 07, até 2011 no Japão. E o que o Botafogo ganhou também. Houve o trabalho”.

“O que aconteceu depois, inclusive no Sport, foram coisas seccionadas. Que não tiveram bom início, conteúdo… Mesmo assim, não se pode jogar fora o que o treinador vinha fazendo. Estava sendo mostrado através dos jogos.”.

Momento do time

“Estou vendo, numa transição, conversando com Fábio, Alessandro, Mauro, Fernando, com alguns jogadores, para ver o que podemos fazer melhor nesta questão defensiva, para melhorar. Vamos trabalhar. Mas trabalho no futebol tem que ter apoio, quem ama o clube não vaia, não descredibiliza. Temos que ir junto, como sempre foi, como no poderoso Timão.”

Relação com presidente

“Presidente não é meu amigo, não ficamos trocando mensagem. Ele falou uns anos atrás da possibilidade de voltar. Agora, convivendo novamente, vamos nos tornar amigos, a convivência, o caráter e a dignidade deixam natural nascer amizade. Mas não estou aqui porque sou amigo do presidente’.

 © Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians / Divulgação

Carille

“Carille é um grande amigo meu que é Fernando Diniz. Uma pessoa que trabalha aqui tem aspirações. Um dia vai se tornar treinador, seja aqui ou em outro lugar. Vamos crescer juntos”.

Diferenças entre primeira passagem pelo Corinthians e a atual

“Quando cheguei, vinha do Catar com 180 mil habitantes, futebol semiprofissional e de repente caio aqui para substituir o treinador da seleção brasileira, que tinha sido campeão brasileiro. É claro que fiquei tímido e demorei a desenvolver. A diferença hoje é essa. Foi em 1999, quase 20 anos. A experiência, desinibição, a coragem de enfrentar os problemas…”

Quem será o goleiro titular?

“Joga quem está melhor. Os dois podem ser titulares. Vi Walter jogar muito bem. Cássio vinha fora por contusão. Quem estiver melhor vai jogar”.



GOALVEJA TAMBÉM: GOAL
Quem será o goleiro de Oswaldo? | As probabilidades do BR | Os clássicos mais picantes do mundo


Conhecimento sobre o elenco

“Conheço mais como adversário. Léo Príncipe não tinha visto jogar, vi recentemente. Rildo eu conheço bem, Danilo que embora machucado foi tricampeão comigo no Japão, nunca vi alguém ganhar tanto título como ele. Tem o Marlone, o Cássio, Rodriguinho…Tenho uma ideia geral do elenco. Por isso a transição vai ter de ser justa com Fábio para tirarmos o melhor do time. Tem de ter seguimento”.

Sombra do Tite

“Não é, quando o time andou mal até o Tite foi vaiado, é a ausência de vitórias. O Corinthians tinha um timaço. Lembro que joguei em 2012 contra o Corinthians com Guerrero, Sheik, Paulinho, Ralf, Paulo André, um timaço. Depois outro timaço: Jadson, Renato Augusto, Fábio Santos. Mas uma transição tão grande…É preciso tempo. Até Oswaldo Brandão teria sido vaiado”.

Andrés

“Conheci Andrés em 98, era auxiliar do Vanderlei, tive um problema no ombro e Andrés era meu camarada, me levava para ver jogos de júnior em Taubaté. Não tem essa, aqui todo mundo é Corinthians.”

Saída do Sport

“Minha saída foi muito gentil, claro que teve lamentação, mas não houve nenhum estresse, compreenderam bem, conversamos.”


Fonte: Goal.com

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook