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Equipe da PF de Brasília vai reforçar investigação de crimes eleitorais em AL

 

Delegado, escrivão e dois policiais chegam ao Estado na semana que vem

 

A Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Alagoas vai receber, nos próximos dias, uma equipe da instituição, lotada em Brasília, para colaborar com as investigações em andamento de casos envolvendo crimes eleitorais. O pedido foi feito pelo próprio superintendente da instituição no Estado, delegado federal Bernardo Torres. 

Em entrevista ao programa Ministério do Povo, na Rádio Gazeta AM, na manhã desta quinta-feira (13), o superintendente anunciou que a equipe estará chegando a Alagoas no começo da semana que vem e vai atuar juntamente com o grupo lotado na Delegacia de Repressão aos Crimes Eleitorais da PF em Alagoas. 

A equipe de Brasília é composta por um delegado federal, escrivão e dois policiais. Eles terão a missão de se desdobrar nos inúmeros inquéritos instaurados antes, durante e depois do primeiro turno das eleições municipais de 2016. Há, de acordo com o delegado Bernardo Torres, várias apurações em andamento após detecção de ilícitos cometidos contra as regras impostas pela Justiça Eleitoral.

O delegado federal classificou como positivo o resultado da operação integrada para o pleito eleitoral deste ano. Ele citou as ações específicas da PF, que foram desenvolvidas em conjunto com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e com as Forças Armadas no combate aos crimes eleitorais.

Como exemplos, ele lembrou o flagrante de 10 policiais, sendo 8 militares, um civil e um federal, que receberam voz de prisão durante as eleições do 1º turno. Os policiais militares estavam atuando como seguranças particulares de candidatos, postura que estava proibida com base em resolução do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg). As armas destes policiais foram apreendidas e encaminhadas aos batalhões. Somente serão devolvidas quando o inquérito for encerrado.

Um policial civil de Penedo e um federal em Traipu foram autuados por prevaricação. Eles estavam abordando pessoas de coligações adversárias utilizando armas. O trabalho deles estava sendo feito sem autorização da superintendência. Quando a apuração destes casos estiverem concluídas, os relatórios serão encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF). Caso alguma destas infrações cometidas pelos policiais incidirem em pena de demissão, o Poder Judiciário dará o encaminhamento.

"Esperamos que o segundo turno seja mais ameno, tendo em vista que é somente a eleição majoritária em uma cidade e que envolve duas coligações apenas. Garantimos à população que o trabalho das polícias permanecerá integrado.

 

 Por Thiago Gomes | Portal Gazetaweb.com   

 

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