Fifa quer fazer reforma nos torneios e deve ampliar Copa e Mundial de Clubes

Entidade cogita ampliar números de participantes em seus principais torneios para lucrar mais e agradar mais confederações

A Fifa estuda fazer uma enorme reforma nos principais torneios que organiza, inclusive na Copa do Mundo e no Mundial de Clubes. O novo presidente da entidade, Gianni Infantino, pretende ampliar essas competições de uma forma que nunca foi feita antes. As informações são do Estadão.



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A Copa do Mundo deve acontecer da forma tradicional até 2026. Depois, em 2030, o número de participantes pode aumentar de 32 para 48. Serão 16 vagas a mais para seleções que fariam uma fase preliminar antes de entrarem nos grupos. Na Conmebol, por exemplo, cinco seleções passariam a ter vaga direta, com mais uma vaga na repescagem para o sexto lugar. Na prática apenas quatro seleções da América do Sul seriam eliminadas diretamente.

Outra mudança pode acontecer nas sedes. Por questões econômicas, poucos países têm interesse em sediar sozinhos uma competição tão grande. Então a solução da Fifa é realizar uma Copa do Mundo em diferentes países. Um torneio no Canadá, Estados Unidos e México já está sendo estudado.

Um problema para confirmar esse formato é convencer as televisões, por causa do risco de grandes seleções perderem na fase preliminar e assim disputar apenas uma partida na Copa do Mundo. Isso seria um risco enorme para o lucro das transmissões.


Alemanha foi campeã do mundo em 2014 (Foto: Getty Images)

No Mundial de Clubes a transformação pode ser maior ainda. A competição deve passar a ser realizada no meio do ano e contar com 16 clubes participantes. A Fifa acredita que assim vai lucrar muito mais do que com o formato atual. Isso também impediria a realização da Copa dos Confederações, torneio que tem gerado prejuízo para Fifa. 

As mudanças no Mundial devem virar realidade muito antes da Copa do Mundo, até porque uma empresa chinesa está disposta a pagar para receber no país essa competição com 16 clubes.

Por trás de todas essas propostas é claro que há um interesse político, pois Infantino se elegeu prometendo mais dinheiro para as confederações e mais vagas na Copa do Mundo. Além disso, ele quer mostrar que a “antiga Fifa”, presidida por Joseph Blatter, ficou definitivamente para trás.


Fonte: Goal.com

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