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Filha e esposa de ex-senador são agredidas em Fortaleza

A filha e a esposa do ex-senador e atual secretário da Ciência e Tecnologia do Ceará, Inácio Arruda (PCdoB), foram agredidas na tarde de hoje (2) em frente a um local de votação no bairro Benfica, em Fortaleza. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Ceará, a Polícia Militar verificava uma denúncia de crime eleitoral no local.

O presidente da Associação Cearense dos Estudantes Secundaristas, Willamy Macedo, estava com a filha de Inácio e com mais três pessoas por volta das 16h30 em frente ao Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) aguardando carona.

Macedo relata que policiais militares os abordaram justificando que teriam recebido uma denúncia de boca de urna envolvendo cinco mulheres vestindo shorts jeans. Macedo explica que havia três mulheres – apenas uma vestindo a roupa descrita na denúncia – e dois homens no grupo.

A confusão começou, segundo ele, quando um dos policiais exigiu a bolsa da filha de Inácio, que teria negado entregá-la por considerar que a denúncia não se referia a ela. “Nesse momento, já havia uns dez policiais nos cercando, entre eles, apenas uma mulher, que tentava dialogar, mas os policiais homens começavam a gritar dizendo que elas [as três mulheres do grupo] seriam presas. Disseram que chamariam um superior e, quando ele chegou, já foi arrastando a bolsa da menina [filha de Inácio].”

O estudante diz que Inácio Arruda e a esposa, a médica Terezinha Braga, chegaram no local e se colocaram próximos da filha e das outras duas mulheres. Segundo ele, os policias também agrediram Terezinha, provocando sangramento em seus braços. O caso foi encaminhado para a Polícia Federal e as pessoas envolvidas prestaram depoimento no começo da noite.

Arruda concedeu entrevista coletiva no saguão da sede da Polícia Federal. A camisa branca apresentava manchas de sangue, que segundo ele, são dos ferimentos provocados pela agressão dos policiais contra sua esposa. “A polícia não pode transformar uma eleição em um ato de espancamento, de prisão à força. Ela tem que dar tranquilidade à eleição, não o contrário.” O secretário disse que vai denunciar o fato ao Ministério Público e à Corregedoria da Polícia.

A coordenadora da Operação Eleições da Polícia Federal, Juliana Pacheco, explicou que o delegado responsável pelo caso vai avaliar os fatores da ocorrência para definir qual procedimento será adotado. Em nota, a secretária disse que vai apurar as denúncias de excessos cometidos pelos policiais.

 


Fonte: Diário de Pernambuco

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