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João Paulo: parte da classe média precisa enxergar o sofrimento do povo

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Vrios artistas divulgam manifesto de apoio candidatura do ex-prefeito em evento que ser realizado na noite desta tera-feira, em seu comit eleitoral.

Em segundo lugar nas pesquisas de opinião, o candidato do PT à Prefeitura do Recife, João Paulo fez um discurso, nesta segunda-feira (16), voltado à classe média, que teve um papel decisivo no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e pode ser bastante afetada pelas propostas apresentadas pelo governo de Michel Temer (PMDB).

“A melhor forma de ganharmos a eleição é que parte da classe média, que não consegue enxergar  o sofrimento da maioria do povo, possa perceber essa realidade de sofrimento que a população vive. Nós mostramos que essa gestão governa contra a maioria, que não quer a inclusão da maioria”, disse o petista, após participar de uma reunião com sua coordenação política, no seu comitê de campanha. O petista disse estar se preparando para a reta final do segundo turno, que contará, nesta terça-feira, com a divulgação de um manifesto assinado por vários artistas, como Chico Buarque, Fernando Morais, Sérgio Mamberti, Eduardo Suplicy, Leonardo Boff, Irandhir Santos, Kleber Mendonça Filho, Gregório Duvivier, Michel Zaidan, Xico Sá, Isaar e Fred 04.

Indagado se seu programa de governo contemplava a classe média, uma vez que ele sempre dá ênfase às pessoas que mais utilizam serviços públicos, como escolas municipais, creches e postos de saúde, João Paulo disse que essa distinção não podia ser feita, porque, segundo ele, os programas sociais para a população mais pobre se refletem na classe média.

“(Não se pode dizer) que não seja um desejo da classe média ver as pessoas livres da fome, da miséria, das doenças… Importante lembrar que também fizemos obras de grande simbologia para a classe média. Recuperamos a Orla de Boa Viagem, com banheiros, quiosques, embutimento de fios, e mais a retirada das palafitas de Brasília Teimosa, dando mais de 10% de área de praia. Você tem obras de infraestrutura como a própria via mangue, o carnaval multicultural… tudo isso são ações com impacto na classe média, como incentivo para o Porto Digital, quando cedemos um grande prédio para eles…”

João Paulo criticou os programas eleitorais do PSB, que tratam o PT como “passado”. “Ele não quer discutir o presente. E o presente é essa realidade que o povo está vivendo que ele tenta omitir e negar um passado marcado pela participação deles (dos socialistas) nos 12 anos do governo do PT. Eu sai com 84% de aprovação, eles participaram com secretarias nos meus oito anos de governo, tiveram um vice-prefeito no governo de João da Costa e o atual vice (Luciano Siqueira) dele foi meu vice por oito anos. Então, é uma maneira hipócrita de fazer política, isso não tem consistência”

Segundo João Paulo, o ex-governador Eduardo Campos era um das pessoas que mais elogiava seu governo. “Houve muitas declarações do governador Eduardo Campos (PSB) reconhecendo o sucesso da nossa gestão e inclusive copiando muitos programas de governo nosso, como foi a Academia da Cidade que o estado levou; como foi o Aluno nos Trinques, a Escola Aberta… uma tentativa de participação popular no estado (com o Todos por Pernambuco). Uma das coisas que me deixa muito triste com isso é a participação do nosso vice (Luciano). É muito difícil acreditar que um comunista, com uma posição política ideológica, que nos elogiava imensamente, hoje, se proponha a ter um tipo de atitude como essa, de negar uma história que ele viveu em função de permanecer numa vice. Isso é uma situação muito humilhante, indigna de um comunista”.


Fonte: Diário de Pernambuco

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