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Messi encanta, Suárez decide sem gol e Neymar dá a melhor resposta após pênalti perdido

A equipe catalã aproveitou os erros do Manchester City para aplicar uma goleada histórica. Confira a análise!


GOAL Por Tauan Ambrosio 


Após três semanas afastado dos gramados por causa de uma lesão na coxa, Messi voltou a jogar no último sábado (15). Contra o La Coruña, entrou no segundo tempo e deixou a sua marca na goleada por 4 a 0. Só que o desafio desta quarta-feira (19), contra o Manchester City, era bem maior.

Seria mais um reencontro com Pep Guardiola, treinador que mudou a história do Barça e do próprio Messi. Uma partida contra o time que lidera o Campeonato Inglês, considerado por muitos o melhor torneio doméstico do mundo, e havia perdido apenas uma vez nesta temporada. Um Manchester City bem à moda Barcelona, de trocas de passe constantes e marcação forte no campo adversário.

Antes de a bola rolar, nesta terceira rodada da fase de grupos da Champions League, alguns poderiam questionar o ritmo de jogo de Messi depois de um tempo sem poder entrar em campo. Só que o argentino tem uma relação toda especial com a bola, que fica muito à vontade em seus pés. Quem dita o ritmo do jogo é o camisa 10. E foi o que aconteceu na implacável goleada sobre o Manchester City de Pep Guardiola: 4 a 0, com show de Lionel.

Lionel Mestre: é ele quem dita o ritmo! (Foto: Getty Images)

Parecia até que Guardiola previa o que Messi poderia fazer, afinal de contas deixou o atacante Sergio Aguero no banco de reservas para aumentar o número de meio-campistas no duelo do setor. O confronto foi bastante equilibrado no primeiro tempo, com as equipes mostrando uma identidade de jogo parecida. Um jogo no modelo Pep Guardiola: marcação forte na saída de bola do adversário, trocas rápidas de passe para chegar em boas condições para a finalização. Tudo construído para evitar cometer erros e, ao mesmo tempo, provocar os adversários a fazê-lo.

E foram os vários erros do City que semearam uma goleada histórica do Barcelona. Mas isso não tira em nada o mérito de Messi. Se o adversário vacila, o papel dele é exatamente aproveitar. Aos 17 minutos, por exemplo, o argentino recuperou uma bola com a ajuda de Mascherano e partiu para cima da marcação; tabelou com Iniesta e abriu o placar com toda a calma do mundo. Antes de driblar o goleiro (e ex-companheiro de time) Claudio Bravo, o camisa 10 passou fácil pelo distraído Gundogan e contou com um escorregão de Fernandinho para chegar até a bola.



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O time de Guardiola respondeu, obrigou Ter Stegen a fazer boas defesas e pressionava. Até por isso, o primeiro tempo de Neymar e Luis Suárez foi mais tímido, de ocupar espaços na fase defensiva e aproveitar ao máximo as oportunidades que apareciam. No finalzinho do primeiro tempo, Suárez só não ampliou graças a uma boa defesa de Claudio Bravo. Quem construiu toda a jogada? Lionel Messi, lógico.

Suárez não fez gols, mas também foi decisivo (Foto: Getty Images)

A expulsão de Bravo, após lambança usando as mãos fora da área, foi praticamente uma oficialização de um resultado mais elástico. Afinal de contas, para bater este Barcelona no Camp Nou é preciso ser quase perfeito. E o Barça parece ter o dobro de homens em campo quando o adversário fica em desvantagem numérica. A posse de bola cresceu absurdamente, assim como a pressão sobre o City minutos após o goleiro chileno receber o cartão vermelho. Menos de dez minutos depois, a vantagem aumentava para o time da casa.

(Foto: Getty Images)

Suárez deu 5 passes para Messi… um deles foi um verdadeiro presente (Foto: Getty Images)

Messi recebeu de Iniesta e, da entrada da área, acertou um chute certeiro, que passou milimetricamente sem triscar nas pernas de Kolarov e Fernandinho. O Manchester City estava em cacos, e pareceu esquecer de seu futebol e das boas saídas a partir da defesa. Foi mais uma vez errando na saída de bola que os ingleses viram o argentino completar o hat-trick – o de nº 41 pelo time catalão. Péssimo em campo, Gundogan atrasou mal para Stones, que pareceu congelar quando viu Suárez correndo para buscar a bola. O uruguaio tinha todas as condições para chutar, pois a marcação chegava. Mas optou pelo passe, pelo gol de Messi, que chegou batendo de primeira.

Quatro chutes, três gols: Messi não perdoa

Não foi só uma assistência, foi um presente! Uma jogada que mostra todo o bom entendimento do Trio MSN. Com a vitória praticamente assegurada, a defesa barcelonista relaxou. Mas o ataque continuava à toda, e Neymar viu que era a hora de aparecer com mais ousadia em campo. O brasileiro começou a ser mais acionado na parte final, e teve a chance de balançar as redes depois que Messi foi derrubado na área – após belíssima jogada individual – e lhe ofereceu o pênalti.

A batida não foi boa, e o goleiro Willy Caballero defendeu. Tudo isso aconteceu aos 87 minutos, o jogo estava prestes a terminar. Só que Neymar queria dar a resposta em campo, e saiu da ponta esquerda. Correu para o meio de campo e partiu para cima dos defensores antes de tabelar com Messi. O argentino voltou a lhe entregar a bola, e o brasileiro quase deixou Stones (zagueiro que custou o equivalente a R$ 195 milhões) de joelhos antes de estufar as redes: 4 a 0.

Neymar perdeu um pênalti, mas se redimiu com um golaço (Foto: Getty Images)

A goleada serviu para muitas coisas, além de ter deixado o Barcelona na liderança isolada do Grupo C. Não foi apenas mais uma afirmação de Messi como um dos maiores da história, também foi a de que o Trio MSN é um dos mais letais desde a invenção do futebol.

Neymar buscou Messi com 10 passes, e o argentino distribuiu os mesmo 5 para o brasileiro e uruguaio (Foto: Getty Images)

Messi, Neymar e Suárez se entendem, se procuram em campo. O argentino foi o principal alvo dos passes dos camisas 9 e 11, e respondeu exatamente na mesma moeda: brasileiro e uruguaio foram os grandes alvos de suas jogadas. E cada um recebeu o mesmo número de passes (5), para não deixar nenhuma pontinha de ciúmes. Juntos, eles já fizeram 103 gols em 2016. Alguém duvida que é um dos maiores trios de ataque da história do futebol?


Fonte: Goal.com

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