Últimas

MLS Brasil: Verdades sejam ditas

Klinsmann discorda de presidente da CONCACAF e diz o que todo americano queria ouvir

Não é novidade que Jurgen Klinsmann tem suas diferenças com a CONCACAF. O técnico dos Estados Unidos nunca perdeu a chance de cutucar a confederação norte americana de futebol e fazer críticas sobre posicionamentos e medidas tomadas pela entidade. Atualmente então, após o envolvimento de executivos da CONCACAF nos escândalos de corrupção da FIFA, Klinsmann ganhou força da mídia e suas críticas passaram a ter um peso maior do que antes.

Mas verdade seja dita, o alemão tem razão na maioria delas. Sempre defendendo a ideia de que as seleções norte americanas precisam elevar seu nível de competitividade jogando contra equipes da Europa e da América do Sul, Klinsmann mais uma vez veio a público e disparou contra o presidente da CONCACAF, Victor Montagliani.


(Foto:Mark J. Rebilas)

Em etrevista para a Associated Press, Montagliani disse que a CONCACAF precisa sim mudar o seu sistema de disputa e não permitir mais que seleções sejam eliminadas quase dois anos antes do mundial. À primeira vista, a medida parece justa e interessante para equipes menores da América Central que acabam ficando sem calendário após seírem das Eliminatórias, mas Klinsmann alerta para o real perigo por tras da medida.

Para o treinador, que concedeu entrevista coletiva antes do amistoso da Seleção Americana, em Washington, no último dia 10, o importante é jogar contra equipes maiores da Europa e da América do Sul e diminuir a quantidade de jogos entre as equipes da América do Norte.

“A lição que tiramos da Copa América é que se queremos ser melhores, precisamos jogar contra os melhores. Para chegar entre os 15 ou 10 melhores do mundo, precisamos desafiá-los. Quanto mais jogarmos contra a Argentina, melhores nossos resultados serão”.

O técnico alemão ainda concluiu respondendo à entrevista dada por Montagliani no dia anterior: “Para nós o que isso significa? Que deveremos ir na direção contrária”.

Durante a entrevista, Klinsmann reiterou sua sugestão de encerrar a Copa Ouro, competição regional entre as seleções da América do Norte a cada dois anos, e de efetivar a Copa América como competição oficial das Américas, combinando as seleções da CONCACAF e da CONMEBOL assim como aconteceu em julho deste ano durante a Copa América Centenário.

“Se podemos ter uma Copa América a cada dois anos, então precisamos deixar a Copa Ouro. É o oposto [do que sugeriu Montagliani em sua entrevista]”.

Para exemplificar e defender seu ponto de vista, Klinsmann falou sobre a Nova Zelândia, oponente dos Estados Unidos nos amistosos de outubro: “Eles são praticamente a única seleção da Oceania depois que a Austrália passou a disputar as Eliminatórias da Ásia para elevar o seu nível de competitividade. Não estou dizendo que precisamos nos afiliar à UEFA ou à CONMEBOL, mas para nós é importante disputar as melhores partidas para sermos os melhores”, apontou.


(Foto:Getty Images)
 

“A CONMEBOL tem um calendário cheio e a UEFA tem um calendário cheio. Gana não pode vir nos enfrentar porque disputariam uma partida na Europa e não poderiam disputar uma segunda em outro continente. Vimos a lista [de possíveis adversários] de cima a baixo. Pode acreditar, estamos trazendo trazer os melhores oponentes possíveis”, desabafou.

Klinsmann está certo e, para seleções como México e Estados Unidos, seria de suma importância que o calendário da CONCACAF favorecesse partidas contra equipes de outras confederações. Mais do que isso, as críticas de Klinsmann não visam apenas atender aos interesses dos Estados Unidos, mas do futebol. Com uma competição forte como foi a Copa América Centenário a casa dois anos (ou mesmo quatro), o nível de todas as equipes da CONCACAF subiria e o interesse de seus patrocinadores, também.

Além disso, para o bem do soccer e para que a modalidade siga crescendo a passos largos na terra do Tio Sam, a frase dita por Klinsmann precisa ser levada com seriedade pois apenas jogando contra os melhores, é possível se tornar um deles.


Fonte: Goal.com

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook