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Muçulmano prega em igreja evangélica e acaba aplaudido de pé

3/10/2016 – 19:00

Convite de pastor visava “combater estereótipos”



Muçulmano prega em igreja evangélica e acaba aplaudido de pé Muçulmano prega em igreja e acaba aplaudido de pé

O pastor John Clarke acredita que a melhor maneira de ajudar os membros de sua igreja a entender o Islamismo é ouvir o que eles pregam. Por isso, o responsável pela Igreja Anglicana de St. Paul, em Charlottetown, Canadá, convidou um líder muçulmano local para pregar aos fiéis no último domingo.

Em nome do “politicamente correto”, Clarke assinou no início do ano um compromisso de diálogo com outros líderes religiosos locais, a chamada “Carta da Compaixão”. O pastor sempre defendeu que gostaria de ver representantes de outras religiões e grupos culturais falarem na igreja. Por isso chamou Zain Esseghaier, que é um dos dirigentes da Sociedade Muçulmana de seu estado.

“Ao invés de apenas crermos na má publicidade que recebe a fé islâmica, optamos em ouvir diretamente deles o que defendem”, explicou Clarke. “Afinal, todos vivemos na mesma comunidade.”

Esseghaier fez uma prédica apresentando os princípios de fé do Islã, além de comparar o islamismo e o cristianismo em áreas como a oração. Ele também respondeu a perguntas sobre como as mulheres são tratadas e o sento de jihad – guerra santa.

Para Esseghaier, muitos ensinamentos do Islã são ‘mal interpretados’. “Se você pegar algo que é bom e vê as pessoas corrompendo isso, é ruim. Podemos dizer que é como usar a democracia para dominar as outras pessoas”, resumiu.

Disse também que não era preciso que cristãos e muçulmanos tenham medo “uns dos outros” e que era preciso se informar antes de falar sobre a fé alheia. O objetivo do convite era “combater estereótipos”.

Segundo o pastor Clarke, no final de sua apresentação, Esseghaier foi aplaudido de pé.

Finalizou dizendo que “Quanto mais se sabe sobre o outro e quanto mais conhecemos sobre as diferentes religiões que constituem esta comunidade, melhor viveremos, porque isso vai gerar mais compreensão, mais respeito e, especialmente, mais aceitação do outro”.

Esse tipo de “intercâmbio” de igrejas com líderes muçulmanos já é relativamente comum na Europa e tem ocorrido também nos Estados Unidos. Geralmente, os pastores que promovem esse tipo de aproximação não gostam de falar sobre as partes do Alcorão que ensinam sobre a necessidade dos islâmicos matarem os infiéis (judeus e cristãos). Com informações de CBC


Fonte: Gospelprime.com.br

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