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Muçulmanos tentam enforcar cristão por causa de postagem no Facebook

18/10/2016 – 9:00

Grupo invadiu o tribunal onde ele seria julgado e ameaçou advogada de defesa



Muçulmanos tentam enforcar cristão por causa de postagem no Facebook Muçulmanos tentam enforcar cristão por causa de post no Facebook

Um grupo enfurecido de 80 muçulmanos invadiu o tribunal onde seria julgado um adolescente cristão, exigindo que ele fosse enforcado. Também ameaçaram queimar vivos os membros de sua família. Tudo por causa de um post no Facebook que eles afirmam ser um insulto ao Islã.

O caso é mais uma amostra da radicalização e aumento da perseguição dos cristãos no Paquistão, um país de maioria muçulmana.

Nabeel Masih, 16 anos, que vive em Punjab, poderá ser condenado à pena de morte após ter postado uma foto da Kaaba, lugar mais sagrado do mundo para os muçulmanos. A imagem manipulada colocou uma cabeça de porco no alto do edifício, o que é um “sacrílego” na cultura islâmica.

O adolescente precisou ser tirado às pressas pela polícia, sob custódia protetora.

Não satisfeitos, a turba, com homens de várias faixas etárias, ameaçou os advogados que cuidam do caso. A advogada Aneeqa Maria, contratada por um grupo cristão de defesa dos direitos humanos, reclama que foi ameaçada até por um membro da promotoria.

“Você tem ideia do que está se metendo como advogada? Esse é um caso de blasfêmia e este homem blasfemou contra o Islã…. Você deve saber que o Paquistão é um estado islâmico, somos todos muçulmanos, e estes são tribunais muçulmanos, você não deveria defender esse criminoso. É melhor você se cuidar e ficar longe”, disse ele.

Masih agora está sob custódia e sua família foi obrigada a sair de sua casa. A data da próxima audiência ainda não foi definida.

A Associação de Cristãos Paquistaneses do Reino Unido, que acompanha o caso, lamentou o incidente. Eles acreditam que como se trata de uma acusação de blasfêmia, somente a pressão internacional fará diferença, pois a polícia já o está acusando de ter praticado outros cibercrimes, como uma forma de assegurar que ele não recupere a liberdade. Com informações de Express


Fonte: Gospelprime.com.br

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