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PL Brasil: Corra, Rooney, corra!

O Shrek inglês ainda tem bola para continuar como titular dos Red Devils e do English Team? A carruagem está passando!




GOAL Por Paulo de Faria –  Premier League Brasil


Imagine você falando mal de um ídolo maior do clube que você torce. Imagine isto em épocas de redes sociais. Tente visualizar você indo em uma página do São Paulo e falando mal de Rogério Ceni, ou indo em uma página do Palmeiras e falando mal de São Marcos, assim como em qualquer clube. Você seria rechaçado e muitas vezes tido como um idiota (para ser bastante gentil). Pois é, imagine, agora, você questionando o número 10 e maior goleador de todos os tempos de uma seleção campeã do mundo! Normalmente a reação seria a mesma, correto? Não exatamente! O que temos presenciado é um ocaso quase cinematográfico de uma das maiores lendas do futebol inglês: Wayne Rooney, e não muitos torcedores têm se importado com isso.

Dono de uma técnica fabulosa e de viradas de jogo de dar inveja, o que se observa em Rooney ultimamente, entretanto, é sua morosidade em campo. É triste ter que concordar com Alan Parker (ex-jogador dos Red Devils nos anos 90) que disse que Rooney estava “gordo e lento”. O fato de estar gordo é relativo, convenhamos, mas sua lentidão e falta de iniciativa muitas vezes têm barrado tanto o Manchester United quanto a Seleção Inglesa de terem mais mobilidade, velocidade e profundidade.

Números de Rooney na Premier League 2016/2017:

Rooney atuava ao seu melhor jogando como um segundo atacante e marcou muitos gols jogando assim, mas há pelo menos duas temporadas a impressão que se tem é que o inglês se perdeu e está patinando, mantendo sua posição apenas por seu status de estrela. No entanto, parece que Gareth Southgate (atual treinador da seleção inglesa) percebeu o que estava claro a todos e resolveu sacar Rooney dos 11 iniciais para a partida contra a Eslovênia desta terça (11) e afirmou que essa foi só mais uma decisão na sua carreira, que já tomou outras mais difíceis.

O pior de toda essa história é que o Shrek vem tendo essa queda no alto dos seus 30 anos, ou seja, não é tão velho assim para os padrões do futebol. Podemos tomar como exemplo o seu companheiro de ataque Ibrahimovic, que com 35 anos tem sido decisivo para a equipe vermelha de Manchester.

(Foto: Getty Images)

Em um time que joga com menos posse de bola e mais velocidade (pelo menos na teoria quando comparado aos times de Van Gaal), Rooney poderia ser fundamental na puxada de contra-ataques com sua velocidade e precisão de passes, entretanto, vemos lentidão e uma certa letargia. Todavia, quando consegue encontrar um espaço para dar o passe pode ser mortal. Por isso, embora muita gente reclame, um recuo para Rooney pode ser bom. Jogando mais centralizado como um meia que prende a bola e distribui o jogo, não como um segundo atacante ou camisa 10, mas como, talvez, aquele camisa 8 que joga mais atrás e articula uma boa saída de bola, quase como um volante.  Caso não aconteça isso, não vejo uma melhor opção para Rooney do que o banco de reservas. Mata e Mkhitaryan podem fazer muito bem a função dele no United e Ross Barkley, Dele Alli ou até mesmo Henderson na seleção inglesa.

Idolatria precisa ser equilibrada com a performance. Rooney é lenda! Rooney é gênio! Mas isso não pode ficar apenas na imaginação saudosa dos ingleses. No século XVIII, o filósofo escocês David Hume ficou conhecido por empirismo radical, isto é, só aceitava uma realidade que se podia observar e provar. Falando sobre livros filosóficos que não contêm nada que seja útil e comprovável, ele ordena “atira-o, então, ao fogo”. Podemos usar o mesmo raciocínio para seu vizinho de pátria: caso Rooney não esteja rendendo o que pode ou esteja prejudicando o rendimento do time “atira-o, então, ao banco”!


Fonte: Goal.com

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