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Polícia acredita que morte de grávida foi premeditada

A Polícia Civil acredita que o crime envolvendo uma adolescente de 15 anos no interior de São Paulo, na última quarta-feira,  tenha sido premeditado. Valíssia Fernandes de Jesus, grávida de 8 meses, foi morta a facadas e teve o feto retirado em Pitangueiras, interior de São Paulo.

O corpo estava dentro de um tambor nos fundos de uma casa, e o feto, no interior do banheiro, ao lado de parte do útero. Quem achou o corpo foi o dono da residência, que é marido de Mirian Siqueira, de 25 anos, suspeita de ter cometido o crime.

Ela está foragida e teve a prisão temporária de 30 dias pedida à Justiça. Segundo o marido, a mulher vinha alegando também estar grávida, e foi flagrada lavando o quintal horas após entrar com a vítima no imóvel, no Jardim Bela Vista.

O delegado Maurício José Nucci diz que as investigações apontam para a possibilidade de que a suspeita tinha gravidez psicológica, tendo planejado ficar com o bebê da adolescente.

A polícia já ouviu parentes da vítima e da acusada, além de algumas testemunhas. Antes de fugir, a suspeita teria dito ao marido que matou a gestante em legítima defesa após ser atacada, argumento que repetiu em mensagem a uma amiga.

Evidências
As horas que antecederam o crime, no entanto, apontam em outra direção. Segundo a polícia, Mirian não teria mostrado a parentes ou ao marido qualquer exame que confirmasse sua gravidez.

Ela conheceu a adolescente dias antes, em um estúdio fotográfico. Na data do crime, teria convidado a gestante a ir à sua casa, dizendo que a presentearia com sapatinhos para o bebê confeccionados por ela mesma. Depois disso, o marido achou os corpos.

Mirian teria dito a ele que o feto no banheiro seria dela, proveniente de um aborto espontâneo. Mas exame de DNA vai apontar quem é a mãe da criança.

A adolescente e o bebê foram enterrados no fim da tarde desta quinta-feira, em um mesmo caixão. O caso foi registrado como homicídio e aborto sem consentimento da mãe.


Fonte: Diário de Pernambuco

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