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Taís Araújo protesta contra estampa polêmica e fala sobre moda: “A escravidão não pode virar pop”

Thais Araújo fala sobre estampa polêmica usada por marca - Foto: João Miguel Junior/ Instagram

Thais Araújo fala sobre estampa polêmica usada por marca – Foto: João Miguel Junior/ Instagram

Taís Araújo usou sua página no Instagram, na tarde desta sexta-feira (14/10), para protestar. A atriz compartilhou um tecido com ilustrações inspiradas em uma obra de Debret, em que negros aparecem como escravos, e escreveu:

“A escravidão não pode virar ‘pop’, não pode ser vendida como uma peça de moda. A moda nos representa, nos posiciona, nos empodera, comunica quem somos. Não se pode fazer dela uma vitrine de uma história da qual devemos nos envergonhar”, escreveu.

A atriz continuou o texto explicando que o tecido foi usado por uma marca de roupas, e voltou a defender que a escravidão não deve ser algo usado na moda:

“Uma marca de roupas resolveu usar uma estampa de negros escravizados inspirada na obra de Debret e sua visão sobre a sociedade brasileira nos idos de 1800. Há quem defenda que Debret na verdade fazia uma denúncia, mas é também provável que Debret nunca tenha tido esse objetivo, flertando com o estranhamento dos horrores causados pela escravidão nesse nosso mundo novo”, continuou.

“Acho que, em 2016, os quadros de Debret devem ser mantidos em museus, retratados em livros, e não estampados como se fora uma homenagem. Já contaram nossa história de maneira distorcida. Esse (nosso) povo, na verdade, construiu esse país e merece respeito na nossa época!”

“Precisamos reconhecer o nosso valor. São atitudes como essa da Tâmara Isaac, que trouxe luz ao assunto das estampas, que me deixam a cada dia mais certa de que estamos no caminho. De nos encorajar com amor, nos abraçar e defender nossas ideias, nossos direitos e nossa história”, completou.

Uma marca de roupas resolveu usar uma estampa de negros escravizados inspirada na obra de Debret e sua visão sobre a sociedade brasileira nos idos de 1800. Há quem defenda que Debret na verdade fazia uma denúncia, mas é também provável que Debret nunca tenha tido esse objetivo, flertando com o estranhamento dos horrores causados pela escravidão nesse nosso mundo novo. Acho que, em 2016, os quadros de Debret devem ser mantidos em museus, retratados em livros, e não estampados como se fora uma homenagem. A escravidão não pode virar “pop”, não pode ser vendida como uma peça de moda. A moda nos representa, nos posiciona, nos empodera, comunica quem somos. Não se pode fazer dela uma vitrine de uma história da qual devemos nos envergonhar. Já contaram nossa história de maneira distorcida. Esse (nosso) povo, na verdade, construiu esse país e merece respeito na nossa época! Precisamos reconhecer o nosso valor. São atitudes como essa da Tâmara Isaac, que trouxe luz ao assunto das estampas, que me deixam a cada dia mais certa de que estamos no caminho. De nos encorajar com amor, nos abraçar e defender nossas ideias, nossos direitos e nossa história.

Uma foto publicada por Tais Araújo (@taisdeverdade) em


Fonte: Cenapop.com.br

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