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Temer diz que oposições no Brasil sempre tentaram destruir governos

Na posse do novo ministro do Turismo, Marx Beltr
Na posse do novo ministro do Turismo, Marx Beltro, Temer disse que a oposio no Brasil tem uma concepo poltica. Foto: Antonio Cruz/ Agncia Brasil

O presidente Michel Temer fez nesta quarta-feira duras críticas à forma como, historicamente, as oposições atuam no Brasil, no sentido de sempre buscarem a “destruição” dos governos. Dirigindo-se à base governista, ele destacou essa característica visando preparar os parlamentares para o embate que deverá ocorrer no Congresso Nacional, nos próximos dias, durante a tramitação da proposta que define um teto para os gastos públicos.

“É claro que haverá oposição [à proposta] porque no Brasil a tese de oposição não é jurídica. É uma tese política. A tese é a seguinte: se eu não estou no governo eu tenho de destruir o governo. Isso é uma coisa nossa. É uma coisa cultural, histórica, e que vem ao longo do tempo”, disse Temer durante a cerimônia de posse do deputado federal Marx Beltrão (PMDB-Alagoas) no cargo de ministro do Turismo.

“Então eu digo a vocês: não se incomodem com os gestos da oposição. A oposição no Brasil tem uma concepção política. Digo isso como fruto de uma cultura muito equivocada ao longo do tempo. Não é de hoje”, acrescentou.

Mudança de costumes nacionais

Segundo Temer, o momento atual é o de “pregar as novas ideias” para, pouco a pouco, se modificar esses “costumes nacionais”. “Você tem de fazer uma distinção entre o momento político-eleitoral, que é o momento em que as pessoas disputam votos para chegar ao poder, e o momento político-administrativo, que é o segundo momento, um momento pós-eleitoral em que todos os brasileiros devem se unir em benefício do país”.

Apesar da crítica a essa forma de atuação das oposições, Temer ressaltou também o papel relevante que elas têm para a democracia, no sentido de fiscalizar o governo e de sugerir propostas para as políticas públicas.

Ele negou que eventuais mudanças que possam ocorrer na proposta de limitação de gastos público representem uma derrota do governo. “Não é nada disso. Quem governa é Executivo e Legislativo juntos”, disse.

“Não se pode gastar mais do que aquilo que se arrecada, motivo pelo qual lançamos a proposta segundo a qual cada orçamento só pode fazer previsão com base na inflação do ano anterior. Não dá para ficar dizendo a todo ano que o Brasil tem déficit. Se o teto tivesse sido promovido há cinco ou seis anos, o país teria déficit zero. Portanto, peço aos deputados que empenhem para estar aqui na segunda-feira, porque é fundamental votarmos isso”, finalizou.


Fonte: Diário de Pernambuco

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