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Temer mandará fatura a siglas infiéis

Apesar de avaliar como “positivo” o resultado da votação do teto dos gastos públicos, o Palácio do Planalto vai cobrar deputados da base aliada que votaram contra o governo ou se ausentaram da sessão de segunda-feira na Câmara dos Deputados. O próprio presidente Michel Temer vai conversar com todos os partidos da base aliada, principalmente aqueles em que foram registradas mais traições, para garantir que eles busquem uma unidade nas bancadas a favor das propostas do governo.

O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) disse que o presidente vai ter uma “DR (discutir a relação)” com os partidos da base aliada na busca de garantir maior coesão dos aliados em torno dos projetos governistas. A intenção do presidente é chamar ainda nesta semana, antes de sua viagem internacional, líderes de partidos como PSB e PPS, que registraram taxa elevada de traição na votação do teto, para discutir a relação com o governo.

“Se o presidente disse que vai ter uma DR, é óbvio que estamos aguardando. O ministro Geddel Vieira Lima sugeriu ao presidente (cobrar os aliados) e, depois dessa conversa, é que o governo federal vai poder se posicionar”, disse o ministro da Casa Civil. A reportagem apurou que a estratégia é ameaçar parlamentares infiéis com o risco de perda de espaço no governo caso eles continuem votando contra medidas do presidente.

Ontem, o PR abriu processo de expulsão do partido da deputada federal Clarissa Garotinho (RJ) por ela ter votado contra a PEC. Segundo o partido, Clarissa desobedeceu decisão da legenda, que tinha fechado questão para que todos os seus 42 deputados e quatro senadores fossem obrigados a votar a favor da PEC. O PR diz que a desobediência da deputada foi “agravada” por ela ter postado um vídeo na internet contra a PEC. Clarissa é filha do ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR).

Michel Temer também afirmou ontem que a PEC poderá exigir sacrifícios nas contas públicas. Em discurso em assinatura de acordo com a Justiça Eleitoral, ele ressaltou que a pacificação nacional passa muitas vezes por “aparentes sacrifícios”, mas avaliou que a medida fiscal irá aumentar a credibilidade do país na área econômica.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, terá uma rodada de encontros com o Judiciário para discutir “discordâncias específicas”. Um deles já está marcado: sexta-feira, às 11h, com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. Meirelles disse que também se reunirá com presidentes de outros tribunais superiores.


Fonte: Diário de Pernambuco

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