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Temer reúne líderes aliados para discutir PEC do teto

Comissão Especial da Câmara, que analisava a PEC 241, aprovou na última quinta-feira (6) o texto principal do substitutivo do relator, deputado Darcísio Perondi Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Comissão Especial da Câmara, que analisava a PEC 241, aprovou na última quinta-feira (6) o texto principal do substitutivo do relator, deputado Darcísio Perondi Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Michel Temer participou neste domingo (09) de um almoço com líderes da base aliada para discutir a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto dos gastos públicos. O encontro foi na casa do líder do PSD, Rogério Rosso (DF), e estavam presentes também o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Segundo nota divulgada pela liderança do governo na Câmara, na reunião, o líder André Moura explicou ao presidente Michel Temer como a base aliada está convencida da necessidade do país em aprovar a PEC 241 nesta segunda-feira.

O encontro foi uma prévia do jantar que Temer oferecerá neste domingo a deputados da base aliada, no Palácio da Alvorada, no qual fará um apelo para que a proposta seja aprovada com muitos votos, mostrando a unidade dos aliados do governo no Congresso.

No jantar de hoje, os economistas José Márcio Camargo e Armando Castelar, ambos do Rio, farão, a convite do governo, uma exposição sobre a necessidade do ajuste nas contas públicas. A chamada “PEC do Teto” limita o aumento das despesas do governo, por 20 anos, à inflação oficial dos 12 meses anteriores.

Na semana passada, diante das ameaças de rebelião promovidas por aliados que ainda não foram contemplados com espaço ou verbas no governo, o Palácio do Planalto decidiu tratar com mão de ferro os parlamentares da base governista que traírem Michel Temer e votarem contra a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria um teto para o aumento dos gastos públicos.

A possibilidade de represália do governo chegou a lideranças da Câmara com o seguinte recado: os deputados serão tratados de forma proporcional ao voto, ou seja, estarão sujeitos a ficar sem cargos e sem emendas parlamentares.

Ainda neste sábado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Congresso Nacional nota técnica pedindo o arquivamento ou a alteração do texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria um teto para os gastos públicos. O órgão afirma que a matéria é inconstitucional e ameaça as ações de combate à corrupção no país.


Fonte: Diário de Pernambuco

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